RIO DE JANEIRO – No Projac, o roteiro é de sucesso e o clima é de festa. Mas na vida real, na poeira da Taquara, o figurino é de vítima. O ator Marcos Palmeira, o eterno defensor das causas sociais “progressistas” e crítico ferrenho da “truculência” da gestão anterior, sentiu na pele o que é o Rio de Janeiro sob a ótica da distribuição forçada de renda.
Enquanto brindava ao centésimo capítulo de Três Graças, o “Joaquim” da ficção — que na novela é dono de ferro-velho — descobriu que o mundo real é muito mais eficiente em desmanchar patrimônio alheio. Sua Toyota SW4 de R$ 500 mil simplesmente evaporou.
O socialismo de resultado
Nas redes sociais, a solidariedade passou longe. O público, cansado de ouvir lições de moral de quem vive encastelado no Jardim Botânico, não perdoou. O coro foi uníssono: “Faz o L, Palmeira!”.
É a ironia fina do destino: o ator, que foi às urnas com o dedo em riste e o peito estufado para garantir que o “amor venceu”, agora tem que lidar com o “amor” dos amigos do alheio, que não quiseram saber se o dono do carro era um militante engajado ou um crítico do Bolsonaro. Para o crime organizado, o utilitário japonês não tem ideologia; só tem valor de revenda.
A lição que a Delegacia não Ensina
O caso foi registrado na 32ª DP, mas o verdadeiro B.O. foi feito na internet. Palmeira provou do veneno que costuma adoçar em seus discursos:
O Discurso: Segurança se faz com livros e “diálogo”.
A Prática: O carro some, a polícia faz “diligências” e o seguro (capitalista, por sinal) é quem salva o prejuízo.
Para quem adora postar foto com sinal de “L” e pregar um mundo de flores, a ausência da SW4 na vaga da Taquara é um choque de gestão. É muito fácil ser humanista com o que está no papel; o problema é quando a realidade bate à porta — ou melhor, quando ela leva o carro embora.
Resta saber se, na próxima confraternização, o ator vai de Uber ou se vai confiar novamente na “pacificação” que ele tanto defende nos palanques. Por enquanto, o Toyota segue desaparecido, mas a piada, essa já foi localizada por todo o Brasil.





