MANAUS – Fazer assistencialismo é fácil, mas dar as ferramentas para a mulher tomar o controle da própria vida é onde a chapa esquenta. Foi com essa pegada que a Virada Feminina, sob o comando de Cileide Moussallem no Amazonas, reuniu mais de 1,2 mil pessoas no Morro da Liberdade para transformar ação social em independência financeira real.
A movimentação foi grande: 500 cestas básicas e 100 ventiladores garantiram o alívio imediato para quem precisa. Mas o verdadeiro divisor de águas veio na forma de trabalho: a entrega de cinco máquinas de costura e cinco kits de negócios da Mary Kay.
A visão é clara e sem enrolação: a cesta básica apaga o incêndio de hoje, mas a ferramenta de trabalho garante o pão na mesa amanhã. O objetivo é tirar a dependência e colocar a mulher no comando da própria história, gerando renda e autonomia.
Pausa estratégica no período eleitoral
Com o apoio de mais de 40 voluntários, o evento também foi espaço de debate, orientação e escuta ativa. No entanto, o encontro marcou a despedida temporária do movimento nas ruas. Ao encerrar as atividades, Cileide Moussallem mandou a real e anunciou que esta foi a última grande ação da Virada Feminina até o fim da disputa eleitoral.
A decisão foi tomada para evitar que o trabalho social sério seja misturado com a politicagem da época de campanha. Cileide deixou claro: não disputa nenhum cargo nestas eleições, segue focada na comunicação, no setor empresarial e nas causas sociais, e a Virada só volta ao campo de jogo após o pleito para evitar qualquer ruído ou uso político da iniciativa.





