
Os dois criminosos presos nessa sexta-feira (06) por roubar óculos, armações e roupas de lojas em três shoppings da Capital são especialistas em uma nova modalidade criminosa. Segundo os investigadores da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (DERF) de Cuiabá, eles utilizaram um aparelho que copia a frequência dos controles de travamentos das portas dos estabelecimentos e permite acessar os comércios sem disparar alarmes ou levantar suspeitas.
O modus operandi era o mesmo: eles ficavam nas áreas de lazer dos shoppings e próximos às lojas para que conseguissem copiar os sinais de frequência que travam e destravam as portas. Dessa maneira, eles podiam reproduzir esse sinal e acessar livremente os estabelecimentos, furtando os produtos e saindo como se fossem simples clientes.
Segundo os investigadores da Polícia Civil, a quadrilha era composta por quatro bandidos, sendo três homens e uma mulher. Dois homens foram presos enquanto tentavam deixar o estado de Mato Grosso por meio de ônibus de viagem. Os outros dois elementos conseguiram fugir.
No total, foram roubados R$ 660 mil em produtos diversos como óculos de sol e de grau, armações e peças de roupas esportivas. Todo esse material foi encontrado com os criminosos, ainda etiquetado. No alvo dos bandidos estavam os shoppings Estação, Goiabeiras e Três Américas, alguns dos mais movimentados da cidade.
As prisões
Em uma ação rápida, a Polícia Civil conseguiu identificar e, com o apoio da Polícia Rodoviária Federal, impedir a fuga dos criminosos. Eles foram localizados em um ônibus que tinha como destino a cidade de São Paulo.
Durante a abordagem, os bandidos tentaram fingir que não se conheciam e que estavam em Cuiabá por motivos diferentes. Mas nenhum deles conseguiu dar informações que comprovassem esse álibi.
Além disso, os produtos roubados foram encontrados na sua bagagem e eles não conseguiram apresentar nenhum comprovante de compra. Diante do flagrante, os criminosos acabaram confessando o crime e ainda entregaram os outros dois comparsas que haviam conseguido fugir do Estado mais cedo. (RepórterMT)




