Um banqueiro francês torturou a namorada por sete anos, obrigando-a a beber a urina dele e a lamber vasos sanitários públicos — e a prostituindo para cerca de 500 “amigos, colegas e estranhos”, inclusive dias depois do nascimento da sua filha.
Bucci admitiu diversos atos perturbadores — incluindo estrangulamento, bestialidade e queimaduras — mas alegou que eram “jogos sexuais consensuais”, segundo a a agência de notícias France Presse (AFP).
O banqueiro testemunhou que sua a agora ex-companheira consentiu e que ele “não achava que a estivesse machucando”, apesar de mensagens de texto mostrarem que Bucci a ameaçava de morte caso ela não seguisse as suas ordens.
Laetitia R., relatou ter sofrido, de 2015 a 2022, espancamentos, práticas sexuais extremas e humilhações diárias em uma relação de “controle”.
“Aos poucos, eu sentia que estava morrendo por dentro. A cada prática imposta, uma parte de mim se quebrava para sempre”, testemunhou ela entre lágrimas, segundo o Telegraph.
Bucci tratava Laetitia como uma “escrava” e, “aos poucos”, a forçava a dormir com outros homens, começando na véspera de Natal de 2015 em posto de gasolina e serviços numa rodovia, enquanto ouvia o banqueiro a conversa entre ela e o “cliente” ao telefone.
“Parei de contar quando cheguei a 487 homens, alguns dos quais eu tinha visto até 10 vezes”, desabafou ela sobre os homens, que incluíam “amigos, colegas e desconhecidos”.
Um detalhe diferenciava os abusos cometidos por Bucci em relação aos perpetrados pelo marido de Gisèle: o banqueiro não drogava a parceira para cometer os atos repugnantes, ele a mantinha consciente o tempo todo.
“Ele disse que eu precisava perceber o que estava acontecendo comigo”, disse Laetitia à TF1.
A sentença a Bucci, de acordo com a Justiça, estabelece ainda um período de segurança correspondente a dois anos terços da pena, antes de ele estar apto ao pedido para progressão ao regime condicional, além da inclusão de seu nome no registro nacional de criminosos sexuais e a perda do poder parental.





