Fernando Pimental era o Governador de Minas que aprovou junto com o comitê a exploração da barragem de Brumadinho que estava fechada desde 2015.
A barragem que rompeu em Brumadinho foi construída em 1976 e tinha volume de 12 milhões de metros cúbicos. Ela estava desativada desde 2015, ou seja, não recebia rejeitos desde então.
Em 2018, a Vale recebeu licenciamento para reutilizar parte do rejeito e depois ser “descomissionada”- passar por uma extensa obra para deixar de ser barragem, se tornando, por exemplo, um morro.
Em 11 de dezembro do ano passado, uma reunião extraordinária realizada no centro de Belo Horizonte discutiu a ampliação das atividades de exploração de minério na região de Brumadinho MG.
Comitê da Secretaria de Meio Ambiente de Minas aprovou empreendimento em dezembro de 2018; produção chegaria a 17 milhões de toneladas de ferro por ano (via Ciência, Saúde e Sustentabilidade Estadão) #estadao
O único voto contrário à aprovação partiu da ambientalista Maria Teresa Corujo, conhecida como Teca. Segundo ela, a análise do pedido de ampliação das atividades na mina da Vale foi feita às pressas. “Não foi apresentado um balanço hídrico completo, de quais seriam os reais impactos nas águas do local e do entorno”, disse.
Para a ativista, falta no Estado esforço maior para aprovar legislação mais rigorosa para segurança de barragens. “Desde o ano passado, temos cobrado na Assembleia Legislativa a aprovação do projeto de lei de segurança de barragens”, afirmou.
Ana Flávia Quintão, ativista ambiental, participou da discussão e relata que a plateia estava equilibrada entre favoráveis e contrários à decisão. No entanto, diz, o debate foi apenas pautado pelos argumentos de defesa.
“A reunião foi majoritariamente pautada pelos argumentos em defesa da ampliação dos empreendimentos destrutivos, tendo, por muitas horas, apenas uma ativista, como representante dos argumentos em defesa da vida e dos territórios’, afirma.
Antes do encontro, o Fórum Nacional da Sociedade Civil nos Comitês de Bacias Hidrográficas (Fonasc) tentou retirar o pedido da Vale da pauta, porque constatou uma série de inconsistências no processo de licenciamento.
Dentre os problemas encontrados pela Fonasc estava o fato de que o licenciamento deveria ter sido realizado em três fases (de licença prévia, de instalação e de operação), mas foi feito de uma só vez.
“Na pauta o pedido está como classe 6, o que embasou o pedido do Fonasc de retirada da pauta, visto que a modalidade teria que ser LAT (Licença Ambiental Trifásica) e não LAC 1 porque o empreendimento está na Zona de Armortecimento do Parque Estadual da Serra Rola Mola”, diz o texto.
Além disso, foi apontada a falta de um mapeamento detalhado dos impactos do novo empreendimento, principalmente na bacia hidrográfica do Paraopeba, cujas águas complementam o abastecimento da capital Belo Horizonte e cerca de 50 cidades da região.
A tramitação do pedido se beneficiou ainda de uma mudança em uma deliberação normativa que reduziu as exigências para intervenções de grande potencial poluidor e degradante.
O único voto contrário à aprovação partiu da ambientalista Maria Teresa Corujo, conhecida como Teca. Segundo ela, a análise do pedido de ampliação das atividades na mina da Vale foi feita às pressas. “Não foi apresentado um balanço hídrico completo, de quais seriam os reais impactos nas águas do local e do entorno”, disse.
Para a ativista, falta no Estado esforço maior para aprovar legislação mais rigorosa para segurança de barragens. “Desde o ano passado, temos cobrado na Assembleia Legislativa a aprovação do projeto de lei de segurança de barragens”, afirmou.
Ana Flávia Quintão, ativista ambiental, participou da discussão e relata que a plateia estava equilibrada entre favoráveis e contrários à decisão. No entanto, diz, o debate foi apenas pautado pelos argumentos de defesa.
“A reunião foi majoritariamente pautada pelos argumentos em defesa da ampliação dos empreendimentos destrutivos, tendo, por muitas horas, apenas uma ativista, como representante dos argumentos em defesa da vida e dos territórios’, afirma.
Antes do encontro, o Fórum Nacional da Sociedade Civil nos Comitês de Bacias Hidrográficas (Fonasc) tentou retirar o pedido da Vale da pauta, porque constatou uma série de inconsistências no processo de licenciamento.
Dentre os problemas encontrados pela Fonasc estava o fato de que o licenciamento deveria ter sido realizado em três fases (de licença prévia, de instalação e de operação), mas foi feito de uma só vez.
“Na pauta o pedido está como classe 6, o que embasou o pedido do Fonasc de retirada da pauta, visto que a modalidade teria que ser LAT (Licença Ambiental Trifásica) e não LAC 1 porque o empreendimento está na Zona de Armortecimento do Parque Estadual da Serra Rola Mola”, diz o texto.
Além disso, foi apontada a falta de um mapeamento detalhado dos impactos do novo empreendimento, principalmente na bacia hidrográfica do Paraopeba, cujas águas complementam o abastecimento da capital Belo Horizonte e cerca de 50 cidades da região.
A tramitação do pedido se beneficiou ainda de uma mudança em uma deliberação normativa que reduziu as exigências para intervenções de grande potencial poluidor e degradante.
A solicitação da empresa era para ampliar a capacidade produtiva da Mina de Jangada e da Mina Córrego do Feijão, estruturas vizinhas, das atuais 10,6 milhões de toneladas por ano para 17 milhões de toneladas por ano.
No encontro, as partes envolvidas e ativistas ambientais chegaram a debater a possibilidade de rompimento da barragem. Apesar disso, a autorização, que aumentaria a capacidade de exploração da empresa na região em 88% até 2032, foi concedida.
O único voto contrário à aprovação partiu da ambientalista Maria Teresa Corujo, conhecida como Teca. Segundo ela, a análise do pedido de ampliação das atividades na mina da Vale foi feita às pressas. “Não foi apresentado um balanço hídrico completo, de quais seriam os reais impactos nas águas do local e do entorno”, disse.
Para a ativista, falta no Estado esforço maior para aprovar legislação mais rigorosa para segurança de barragens. “Desde o ano passado, temos cobrado na Assembleia Legislativa a aprovação do projeto de lei de segurança de barragens”, afirmou.
Ana Flávia Quintão, ativista ambiental, participou da discussão e relata que a plateia estava equilibrada entre favoráveis e contrários à decisão. No entanto, diz, o debate foi apenas pautado pelos argumentos de defesa.
“A reunião foi majoritariamente pautada pelos argumentos em defesa da ampliação dos empreendimentos destrutivos, tendo, por muitas horas, apenas uma ativista, como representante dos argumentos em defesa da vida e dos territórios’, afirma.
Antes do encontro, o Fórum Nacional da Sociedade Civil nos Comitês de Bacias Hidrográficas (Fonasc) tentou retirar o pedido da Vale da pauta, porque constatou uma série de inconsistências no processo de licenciamento.
Dentre os problemas encontrados pela Fonasc estava o fato de que o licenciamento deveria ter sido realizado em três fases (de licença prévia, de instalação e de operação), mas foi feito de uma só vez.
“Na pauta o pedido está como classe 6, o que embasou o pedido do Fonasc de retirada da pauta, visto que a modalidade teria que ser LAT (Licença Ambiental Trifásica) e não LAC 1 porque o empreendimento está na Zona de Armortecimento do Parque Estadual da Serra Rola Mola”, diz o texto.
Além disso, foi apontada a falta de um mapeamento detalhado dos impactos do novo empreendimento, principalmente na bacia hidrográfica do Paraopeba, cujas águas complementam o abastecimento da capital Belo Horizonte e cerca de 50 cidades da região.
A tramitação do pedido se beneficiou ainda de uma mudança em uma deliberação normativa que reduziu as exigências para intervenções de grande potencial poluidor e degradante.




