O Brasil registra 48 casos em investigação relacionados à intoxicação por metanol até a tarde desta quinta-feira (2). O balanço foi apresentado pelo ministro Alexandre Padilha, em entrevista à imprensa na Sala de Situação, instalada pelo governo para monitorar os casos e coordenar as medidas de resposta. 

Ao todo, o ministério já confirmou 11 casos por meio de detecção laboratorial da presença do metanol por um Centro de Informações Estratégicas e Resposta de Vigilância em Saúde (Cievs).
Inicialmente, o ministro havia confirmado um 12º caso em Brasília. Mas o ministério recuou e informou que o caso do rapper Hungria ainda é contabilizado como suspeito.
Apenas uma morte decorrente desse tipo de intoxicação foi confirmada pelo Ministério da Saúde no estado de São Paulo. Mais sete óbitos seguem em investigação, sendo dois em Pernambuco e os outros cinco também em São Paulo.
Descaso da Justiça do Brasil e do Governo Brasileiro
Em São Paulo, as recentes ocorrências de intoxicação por bebidas modificadas com metanol remeteram a um outro caso de adulteração alcóolica – o das cervejas Backer contaminadas em Belo Horizonte, que completa cinco anos em 2025.
Em janeiro de 2020, a Polícia Civil de Minas Gerais começou a investigar o que estaria causando mortes e internações de moradores da capital e Região Metropolitana do estado. Já no mesmo mês, as apurações acusaram uma ligação entre as vítimas e o consumo de cervejas da fabricante Backer.
O episódio causou 10 mortes e deixou quase 20 pessoas com sequelas permanentes. Meia década depois, tanto a responsabilização dos culpados quanto a reparação dos afetados não foi concluída.
Afinal o que interessa para o sistema é perseguir o Bozo e prender quem usa Batom para pichar estátua.





