
Raquel da Silva Oliveira, mãe da pequena Elóa, que morreu após na manhã de quinta-feira (11), após um tiro acidental disparado pela prima, de 5 anos, em Cuiabá, contou em depoimento à Polícia Civil que a menina estava com a família há 1 ano e 8 meses e era um ‘xodó’.
No relato ao delegado Olímpio da Cunha, Raquel afirmou que seu primo, A.S.C.O., que lhe contou sobre o ocorrido. Ele ligou para a mulher, por volta das 10h, pedindo para ela voltar para casa urgentemente, mas sem falar do que se tratava. Raquel ficou nervosa e pediu para uma colega de trabalho acompanhá-la.
Quando chegou em casa, encontrou vários policiais militares e pessoas da imprensa na rua. Um PM contou para ela sobre o acidente, e que sua filha estava morta. Com isso, a mulher ficou em choque.
A primeira pessoa da família que ela encontrou foi o seu marido, o 2º sargento da Polícia Militar, Elienay Pinheiro. Raquel relatou que o homem estava muito abalado, transtornado, e que ela “nunca tinha visto ele no estado em que estava”.
Raquel contou ainda em depoimento que o revolver é de Elienay, e que o policial militar tinha cuidado em guardar a arma, sempre verificando se estavam o observando. O revólver era guardado municiado e dentro do coldre em um fundo falso do criado-mudo, e que apenas ela e Elienay sabiam da existência da arma.
A mulher também afirmou que estava muito emocionada e sofrendo, já que Eloá foi adotada há 1 ano e 8 meses e era muito querida, sendo o “xodó” da família. Raquel e Elienay esperaram na fila de adoção por 7 anos até Eloá chegar.
O caso
Eloá, de apenas 2 anos, foi morta na manhã desta quinta-feira (11) na casa onde mora, no bairro Santa Cruz II, em Cuiabá. Ela brincava com sua prima, de 5 anos, que passava férias com a família.
As duas meninas brincavam no quarto, quando a mais velha achou a arma do policial no fundo falso de uma gaveta. A criança acabou atirando acidentalmente na cabeça da prima, que morreu na hora.
Criança era adotada
O casal Elienay Pinheiro e Raquel da Silva Oliveira esperou 6 anos na fila de adoção para conseguir a guarda da pequena Eloá, de 2 anos.
Raquel e Elienay obtiveram a guarda de Eloá em setembro de 2021. Em agosto de 2022, eles realizaram o sonho e conseguiram registrar a certidão de nascimento da filha, que passou a levar o sobrenome do casal.
“É com muita alegria que compartilhamos com vocês a grande benção. Estamos com a certidão de nascimento da Eloá, tendo Elienay e Raquel como pais. Oficialmente filha no documento porque no coração já é filha há muito tempo. Obrigada a todos pelas orações”, escreveu Raquel em suas redes sociais.




