
Uma mulher identificada como Débora Coelho Barbosa, de 21 anos, foi presa nesta quarta-feira (28), investigada por participação no latrocínio de Raimundo Nonato Pereira, de 66 anos, ocorrido em 15 de abril deste ano, na avenida Pirarucu, bairro Jorge Teixeira, zona Leste de Manaus.
Segundo o delegado Hugo Albernaz, da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), o crime foi motivado pelo interesse em roubar dinheiro da vítima. As investigações apontam que Débora teria participado do planejamento e atraído Raimundo Nonato ao local do roubo, após combinar um encontro por aplicativo de mensagens.
“Ela relata que mantinha um relacionamento com ele há cerca de 5 anos e que em determinado momento ele chegou a comentar com ela que teria sacado uma quantia de R$ 20.000 para realizar a compra de um veículo. Ela nega, mas temos elementos objetivos para rebater os argumentos que ela apresentou. Chegamos à conclusão de que ela passou essa informação para outros indivíduos e a partir desse momento eles planejaram uma emboscada”, detalhou Albernaz.
Ainda segundo as investigações, Débora combina um encontro com a vítima na avenida Pirarucu, bairro Jorge Teixeira, o respectivo local da emboscada.
“Eles conversam por mensagem. Assim que ele (a vítima) chega e estaciona sua picape, ela indica um local exato para ele estacionar e a partir deste momento ela com a intenção de distraí-lo, abre a porta traseira do veículo e os dois indivíduos abordaram a vítima pela porta dianteira do veículo. A vítima não esperava ser surpreendida por dois indivíduos e nesse momento o atirador efetuou diversos disparos de arma de fogo”, explicou.
Os outros dois investigados, identificados como Rodrigo Mendonça Macedo, de 23 anos, e Richard dos Santos Simão, de 28 anos, foram presos em abril deste ano.
“Ela nega conhecimento, nega participação, nega todos os fatos, no entanto a investigação aponta o oposto, aponta que ela teve consciência, ela sabia da participação, ela tinha conhecimento de que ali o objetivo era para subtrair valores que supostamente acreditavam que estavam em em posse da da vítima”, terminou Albernaz.



