Mulher marca encontro amoroso com outra mulher por app e é estuprada

Uma estudante paulista, moradora de Santos, afirmou que foi estuprada em um encontro marcado por aplicativo de relacionamento: segundo a vítima, ela combinou de sair com uma mulher, mas acabou sendo violentada pela garota e pelo namorado dela, que estava escondido no apartamento.

Segundo informações do portal O Dia, a estudante conheceu a mulher por um aplicativo, e as duas combinaram se encontrar no apartamento da suspeita. A vítima ainda questionou algumas vezes se elas estariam sozinhas no imóvel, e a outra garota garantiu que sim.

“Não tem ninguém, por isso eu tô aqui. O apartamento é de temporada. Como estava sozinha, vim pra cá. Vou te mandar o endereço”, respondeu a suspeita em uma das mensagens.

Na data combinada, a estudante relata que se encontrou com a mulher com quem estava conversando e elas ingeriram bebida alcoólica. Após um tempo, a dona do apartamento afirmou que o namorado dela estava no quarto e adorava ver mulheres fazendo sexo.

A vítima se assustou e recusou, mas o homem saiu do quarto e a agarrou pela nuca, para forçá-la a beijar a outra mulher. A estudante relatou que o homem e a mulher arrancaram a roupa dela e que o suspeito ainda teria mordido diversas partes do corpo dela e cometido o estupro.

O advogado da vítima, Adriano Neves Lopes, registrou o boletim de ocorrência e entregou prints das mensagens como prova e também as roupas íntimas da estudante cliente.

“Possivelmente, a blusa e o sutiã têm o sêmen dele e podem provar que houve o crime”, disse o defensor.

“Ela tem marcas de mordidas nos seios, na região das coxas, na região lombar. A mão dela está inchada, o que configura lesão de defesa”, considerou Adriano Neves.

De acordo com a versão da jovem, a violência só parou quando ela recebeu uma ligação no celular. Era a mãe dela avisando que estava na rua para buscá-la. Após a vítima deixar o apartamento, a suspeita teria entrado em contato mais uma vez para saber se a estudante havia contado a alguém sobre a violência sexual.

A jovem relatou o estupro para um amigo que, por sua vez, contou os fatos a um parente da vítima. A estudante foi levada, então, ao Pronto-Socorro da Santa Casa de Santos, onde foi medicada.

Segundo o advogado, ela está tomando um coquetel para prevenir doenças sexualmente transmissíveis, tomou uma pílula do dia seguinte e está fazendo acompanhamento psicológico, porque apresenta sinais de estresse pós-traumático.

A investigação segue em sigilo.

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