
Oito prefeitos de municípios de Santa Catarina foram presos nesta quinta (27) na 4ª fase da Operação Mensageiro, que investiga suspeitas de fraude em licitação, corrupção ativa e passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro no setor de coleta e destinação de lixo em diversas regiões do estado.
A investigação corre em segredo de Justiça, e a identidade dos detidos não foi divulgada. A Folha confirmou, contudo, que entre os presos estão os prefeitos de Corupá, Luiz Carlos Tamanini (MDB), e de Ibirama, Adriano Poffo (MDB).
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Procurada, a Prefeitura de Corupá afirmou, em nota, que “está à disposição da Justiça para prestar todos os esclarecimentos devidos, disponibilizando toda a documentação solicitada”.
Quanto a Ibirama, também foi preso o secretário de Administração da cidade, Fábio Fusinato. Em nota, a gestão municipal confirmou que agentes do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) estiveram na prefeitura em busca de documentos referentes a licitações dos serviços de coleta de lixo.
“Ao considerar que a investigação encontra-se em sigilo de Justiça, não há mais informações a serem repassadas. O município permanece à disposição das autoridades para esclarecimentos”, diz a nota.
Nesta fase da operação, o Gaeco e o Geac (Grupo Especial Anticorrupção), do Ministério Público de Santa Catarina, cumpriam 18 mandados de prisão preventiva e 65 mandados de busca e apreensão.
Dos 18 mandados de prisão expedidos, nove são contra prefeitos —o único que ainda não foi preso está em viagem fora do Brasil. Os detidos deverão passar por audiência de custódia em Florianópolis.
Folha de São Paulo




