
Senadores foram avisados há mais de um mês para desocupar os apartamentos funcionais que deveriam ser de deputados federais. Mas eles têm ignorado a ordem de despejo, que classificam como “picuinha” do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).
Em 22 de março, a Quarta Secretaria da Câmara enviou um ofício à presidência do Senado em que pedia a devolução de 11 apartamentos funcionais da Casa que ainda são ocupados por senadores.
Em contrapartida, a Câmara devolveria três apartamentos ocupados por deputados que pertencem ao Senado.
A ordem de despejo foi mais um atrito enquanto durou a disputa pelo rito das votações de MPs (Medidas Provisórias) no Congresso.
Enquanto o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), defendia a volta de comissões mistas previstas na Constituição, Lira discordava e queria maior protagonismo para os deputados.
A queda de braço durou semanas e envolveu ex-presidentes e parlamentares influentes para tentar amenizar a situação.
O fato de o ofício ter sido endereçado especificamente à Presidência do Senado é classificado pelos congressistas como “picuinha” de Lira e um intuito de causar “constrangimento” entre os parlamentares.
Quem são os senadores alvos do despejo Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) Efraim Filho (União Brasil-PB) Dr. Hiram (PP-RR) Tereza Cristina (PP-MS) Wellington Fagundes (PL-MT) Marcelo Castro (MDB-PI) Professora Dorinha (União Brasil-TO) Romário (PL-RJ) Alan Rick (União Brasil-AC) Eliziane Gama (PSD-MA) Wellington Dias (PT-PI).




