O Prefeito de Parintins Mateus Assayag realizou, nesta quinta-feira (16), a abertura do 12º mutirão de cirurgias desde o início da atual gestão. A ação contempla 25 pacientes com procedimentos de vesícula, hérnia, reconstrução de intestino e cirurgias bariátricas. Ação contará com profissionais de Parintins e equipe do médico Sidney Chalub, no hospital Jofre Cohen.
A abertura no Centro de Idoso teve também a presença da vice-prefeita Vanessa Gonçalves, do deputado federal Amom Mandel, do vereador Adson Príncipe, da presidente do Conselho Municipal de Saúde Maria Rosa Barbosa, além de profissionais da saúde, pacientes e familiares.
Desde o início de 2025, a política de saúde ultrapassou a marca de aproximadamente 2.500 procedimentos cirúrgicos realizados entre atendimentos eletivos, urgências e mutirões. Durante a abertura, o prefeito destacou a ampliação das especialidades e o alcance da iniciativa. “Já são 12 mutirões de saúde com diversas especialidades, inclusive novas, para atender tanto a população da cidade quanto da zona rural. O objetivo é garantir dignidade e qualidade de vida para as famílias parintinenses”, afirmou.
O deputado federal Amon Mandel enalteceu a aplicação correta dos recursos destinados ao município e a eficiência na execução dos serviços. “Parintins tem correspondido com qualidade na aplicação dos recursos federais. Com um custo reduzido, é possível atender mais pacientes com uma equipe qualificada, garantindo acesso a cirurgias que muitas vezes são inacessíveis”, disse.
A vice-prefeita Vanessa Gonçalves também destacou o impacto da ação na rede municipal de saúde. O secretário municipal de Saúde, Clerton Rodrigues, enfatizou a importância dos mutirões para reduzir filas e ampliar o atendimento.
Um dos atendidos nesse mutirão, o morador do Mocambo, Samuel Barroso, destacou a dificuldade enfrentada ao longo dos anos para conseguir a cirurgia e comemorou a oportunidade. “São três anos de luta pela minha cirurgia. Fui operado em 2023, mas ainda precisava desse procedimento. Eu moro no Mocambo do Arari e precisei sair de lá, me afastar da minha família e da minha rotina para buscar tratamento. Passei mais de um ano em Manaus tentando conseguir a cirurgia e não tive sucesso. Foi um período muito difícil, de incerteza e de muita luta”, relatou o paciente Samuel Barroso.
Ele contou que chegou a vender bens pessoais para tentar custear o procedimento. “Eu vendi tudo o que tinha na esperança de conseguir me operar. A gente reconstrói os bens, mas a vida não. Por isso, essa oportunidade representa muito para mim”, disse. Samuel também destacou o impacto da condição de saúde em sua vida social e emocional. “Eu não tinha mais vida social. Existe muito preconceito e também as limitações da própria doença. Isso afeta tudo, desde o convívio até a autoestima”, afirmou.
Texto: Márcio Costa – SEMSA/SECOM
Fotos: Simone Brandão – SECOM
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