A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), do Governo do Amazonas, foi habilitada pelo Comitê das Atividades de Pesquisa e Desenvolvimento na Amazônia (Capda) para executar atividades de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I). A habilitação, publicada no Diário Oficial da União (DOU), nesta terça-feira (23/06), representa um importante avanço institucional ao credenciar a Fundação para desenvolver projetos financiados com recursos previstos na Lei de Informática da Amazônia.
A habilitação amplia a capacidade institucional da FVS-RCP para estabelecer cooperação com empresas beneficiadas pelos incentivos fiscais da Lei nº 8.387/1991, universidades, centros de pesquisa e demais instituições científicas, permitindo a captação de investimentos destinados ao desenvolvimento de tecnologias, sistemas, estudos e soluções inovadoras para a vigilância em saúde. Esses recursos são aplicados em projetos de pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação, contribuindo para o fortalecimento da ciência e da gestão pública na Amazônia.
A diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, salienta que a habilitação representa um marco histórico para o desenvolvimento institucional da Fundação e amplia as possibilidades de inovação na saúde pública do Amazonas.
Segundo Tatyana Amorim, a conquista consolida o trabalho que vinha sendo construído pela instituição para aproximar a vigilância em saúde dos ambientes de pesquisa e inovação. “Essa habilitação amplia nossa capacidade de desenvolver projetos inovadores voltados para as necessidades da população amazônica. Passamos a ter condições de captar recursos específicos para pesquisa e inovação, estabelecer novas parcerias institucionais e transformar conhecimento científico em soluções que fortaleçam a vigilância em saúde e apoiem a tomada de decisão baseada em evidências”, enfatiza.
A aproximação entre a FVS-RCP e a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) teve início em 2024, quando a Fundação apresentou o interesse em utilizar projetos de PD&I para modernizar processos e desenvolver ferramentas inovadoras para a vigilância em saúde, incluindo soluções de inteligência de dados e análises preditivas para antecipação de riscos sanitários.
O diretor administrativo-financeiro da FVS-RCP, Claudio Nogueira, ressalta que a habilitação também representa um importante ganho para a sustentabilidade institucional da Fundação.
Conforme Claudio, a medida diversifica as possibilidades de financiamento para projetos estratégicos sem depender exclusivamente do orçamento público. “A habilitação cria novas oportunidades para captar investimentos destinados exclusivamente à pesquisa, desenvolvimento e inovação. Isso potencializa a capacidade institucional da FVS-RCP de investir em infraestrutura tecnológica, qualificação técnica, produção científica e desenvolvimento de soluções que tragam maior eficiência para as ações de vigilância em saúde no Amazonas”, pontua.
Entre os benefícios da habilitação estão a possibilidade de desenvolvimento de projetos em parceria com o Polo Industrial de Manaus, maior integração entre pesquisa científica e políticas públicas, fortalecimento da inovação tecnológica aplicada à saúde, incentivo à formação de pesquisadores e geração de soluções capazes de responder aos desafios sanitários da região amazônica.





