A tentativa da operadora Hapvida de chantagear o Governo do Estado e coagir os servidores da educação com ameaças de suspensão de atendimento expõe, na verdade, os abusos de uma empresa que acumula um histórico vergonhoso de más prestações de serviço, negligência médica e descaso no Amazonas.
Há anos, professores e servidores públicos estaduais vêm denunciando a péssima qualidade dos serviços prestados pela operadora.
São filas intermináveis, falta de médicos especialistas, cancelamentos arbitrários de exames, denúncias de erro médico e uma estrutura hospitalar que há muito tempo não comporta a demanda do Estado.
Sensível aos apelos desesperados da categoria — que não suportava mais pagar por um plano que falha no momento em que a vida mais precisa —, o governador Roberto Cidade atendeu às legítimas cobranças do funcionalismo público e deu início a um processo firme para desvincular o Estado desse convênio problemático, buscando alternativas dignas e eficientes para a saúde dos educadores.
Ao se ver na iminência de perder um contrato milionário por incapacidade de prestar um serviço à altura do povo amazonense, a Hapvida agora recorre ao terrorismo psicológico contra os professores. A empresa usa faturas antigas — acumuladas ao longo de anos e gestões passadas, incluindo a de Wilson Lima — como pretexto para ameaçar interromper tratamentos e cirurgias, em clara afronta ao Código de Defesa do Consumidor e ao direito básico à vida.
O Governo do Estado reafirma seu compromisso de não se curvar a pressões de operadoras privadas que lucram milhões às custas do sofrimento dos servidores, enquanto toma as medidas judiciais e administrativas cabíveis para garantir que nenhum professor ou dependente fique sem assistência.
A prioridade da atual gestão é libertar os educadores do Amazonas do descaso da Hapvida e garantir uma saúde de qualidade, respeitosa e sem chantagens.
Nossas fontes ouviram servidores do Amazonas que nos confirmaram as denúncias.
O espaço está aberto para que o Hapvida caso queira, possa se manifestar.
Texto: Ronaldo Aleixo.





