Marina Silva e a hipocrisia ambiental: São Paulo avança destruindo a Mata Atlântica enquanto o Amazonas fica no barro.

Reprodução Radar Amazônico

Enquanto o asfalto liso do Rodoanel corta a Mata Atlântica em São Paulo e o Metrô avança sobre as áreas verdes da capital paulista sob o silêncio complacente das autoridades, o povo do Amazonas continua atolado na lama e no esquecimento. A ex-ministra e atual deputada federal por SP, Marina Silva, encabeça uma cruzada “verde” que, na prática, condena milhões de brasileiros ao isolamento geográfico e econômico.

Dois pesos, duas medidas

É fácil falar em “preservação intocada” vivendo no coração financeiro do país, onde a infraestrutura — ainda que cause impactos — é prioridade absoluta. O que vemos é uma hipocrisia escancarada: em São Paulo, o desmatamento para o progresso é tratado como “necessidade logística” e resolvido com licenças rápidas e plantio de mudas. No Amazonas, o asfaltamento da BR-319 é tratado como um crime ambiental sem precedentes.

Por que o cidadão do Sudeste tem o direito de ir e vir por rodovias modernas, enquanto o nortista precisa depender do preço abusivo das passagens aéreas ou de dias em balsas para ter acesso a saúde e abastecimento básico?

A ideologia que ignora a dignidade humana

A postura de Marina Silva e do atual Ministério do Meio Ambiente ignora que a floresta não é um museu vazio. Nela vivem pessoas que precisam de oxigênio nos hospitais, de comida barata na mesa e de dignidade. Barrar a BR-319 sob o pretexto de “governança” é, na verdade, um atestado de incompetência do Estado em fiscalizar o território, punindo quem produz e quem circula em nome de uma pauta desenhada em gabinetes refrigerados de Brasília e de ONGs internacionais.

O Brasil não pode ter cidadãos de segunda classe

A COP30 em Belém será o palco dessa contradição: o governo desmata para criar vitrine para ambientalista estrangeiro ver, mas vira as costas para a rodovia que liga o Amazonas ao restante do país.

O Portal Chumbo Grosso questiona: até quando o “selo ambiental” de Marina Silva valerá mais do que a vida e o sustento do povo da Amazônia? O desenvolvimento não pode ser privilégio de quem já destruiu seu próprio bioma. O Norte exige respeito, exige asfalto e, acima de tudo, exige o fim desse colonialismo ambiental que nos mantém na idade da pedra.

Portal Chumbo Grosso – A verdade nua, crua e sem filtro.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor, digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui