A Polícia Federal (PF) foi autorizada pela Justiça Eleitoral a ouvir o ex-prefeito de Manaus, David Almeida, no inquérito que apura uma suposta compra de votos envolvendo a campanha para reeleição ao cargo de prefeito, em 2024, e pastores da Igreja Pentecostal Unida do Brasil (IPUB). A data do depoimento ainda não foi definida.
A decisão foi tomada nesta quarta-feira (16) pelo juiz eleitoral Antônio Itamar de Souza Gonzaga, do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), após consulta feita pelo delegado Eduardo Zózimo, responsável pela investigação.
Em julho deste ano, o delegado questionou se havia algum impedimento legal para ouvir David Almeida e afirmou que o depoimento seria “pertinente, útil e potencialmente esclarecedor para a completa elucidação dos fatos investigados”.
Cinco dias antes da decisão, o Ministério Público Eleitoral (MPE) se manifestou favoravelmente à prestação do depoimento. O promotor Jorge Alberto Gomes Damasceno entendeu que não caberia, neste caso, a aplicação de foro privilegiado.
Segundo o promotor, quando os fatos investigados ocorreram, David Almeida havia se afastado do cargo de prefeito para disputar a reeleição. Portanto, o inquérito seria inteiramente no contexto da campanha eleitoral, não relacionado com as atribuições de David Almeida no cargo de prefeito.
O inquérito continua em andamento e teve o prazo prorrogado por mais 90 dias. A Polícia Federal tem até 7 de dezembro para concluir as investigações.
Autoridades envolvidas no processo que tramita no TRE-AM ressaltaram que ainda não há provas do envolvimento direto de David Almeida no caso investigado, e que o aval dado ao delegado para ouvi-lo não é uma sentença de culpa.
Ao G1, David Almeida utilizou o mesmo argumento e afirmou que a denúncia não representa uma condenação, e que os próprios investigados ligados à igreja afirmam não ter ligação com a campanha dele.

Fonte: https://g1.globo.com/google/amp/am/amazonas/noticia/2026/09/17/policia-federal-tem-aval-da-justica-eleitoral-para-ouvir-david-almeida-em-investigacao-sobre-compra-de-votos-em-2024.ghtml





