A movimentação nacional em torno do apoio do ex-candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno ganha um peso estratégico e cheio de contradições locais no Amazonas.
Enquanto Cury tenta emplacar um discurso de independência e de que seu apoio “não é um cheque em branco” a nível federal, no front baré a realidade do partido é de pragmatismo puro e alinhamento direto com o 22.
Em Manaus, onde Cury fincou bandeira e buscou palanque durante sua empreitada presidencial, o cenário é de terra arrasada para o grupo governista municipal.
O ex-prefeito da capital, que tentou voos mais altos ao disputar o Governo do Estado pelo Avante, despencou nas urnas e amargou uma derrota dura no primeiro turno. Já o atual prefeito, conhecido por sua aliança com o campo lulista, uniu-se a Omar Aziz e ficará isolado nacionalmente.
Sem palanque próprio na disputa estadual decisiva, a estrutura do Avante Nacional agora se curva e declara voto na chapa de Flávio Bolsonaro, que tem a Professora Maria do Carmo (PL) disputando o Palácio Rio Negro contra o candidato apoiado por Lula.





