MANAUS (AM) – A cada nova edição do Diário Oficial do Município (DOM), fica mais evidente para o cidadão manauara quem realmente dá as cartas na Prefeitura de Manaus. Atuando como uma verdadeira marionete dos interesses do ex-prefeito derrotado David Almeida, o atual prefeito Renato Junior (Avante) deu mais um passo escandaloso no aparelhamento da máquina pública: criou um cargo exclusivo de alto escalão para abrigar o principal operador financeiro da gestão anterior.
O homem do cofre ganha refúgio de ouro na Casa Civil
Enquanto os derrotados nas urnas disputam cargos secundários e divisões internas, a cúpula da antiga gestão financeira garantiu um tratamento VIP. O ex-secretário municipal de Finanças e Tecnologia da Informação (Semef), Clécio da Cunha Freire — homem de extrema confiança de David e guardião das contas durante a derrocada política do grupo —, é o mais novo beneficiado pelo esquema de apadrinhamento.
Para garantir o contracheque de Clécio no centro do poder municipal, a gestão de Renato Junior não hesitou em manipular a estrutura administrativa:
- Cargo inventado por lei: Foi sancionada a Lei n.º 3.716, que alterou a estrutura da Casa Civil exclusivamente para criar a vaga de Consultor Técnico (símbolo DAS-5).
- Nomeação imediata: Bastou o cargo ser publicado no papel para que Clécio Freire fosse imediatamente nomeado com efeitos retroativos a 20 de outubro, garantindo sua permanência no núcleo duro da prefeitura.
A marionete e o plano de sobrevivência política
A jogada confirma o que os bastidores da política já apontavam: Renato Junior não governa para a população, mas atua como mero executor das ordens do grupo de David Almeida. A criação do cargo para Clécio Freire não atende a nenhuma necessidade da cidade, servindo apenas para manter o homem do cofre blindado e remunerado pela máquina municipal.
Enquanto a saúde, a infraestrutura e a mobilidade urbana da capital sofrem com a falta de investimento e eficiência, a prioridade da prefeitura sob o comando da “gestão fantoche” segue sendo uma só: usar o dinheiro do imposto do povo para sustentar o grupo político derrotado nas urnas.





