A INSISTÊNCIA NO FRACASSO: Renato Jr. mantém equipe “carimbada” pelas urnas e repete a mesma fórmula que afundou David Almeida

Agora ele tem a sombra da supervotação do Capitão 22 na cola.

Imagem feita em IA

MANAUS (AM) – O resultado das urnas foi um recado estrondoso, direto e sem margem para dúvidas dado pela população de Manaus. Mesmo assim, na bacia das almas, o prefeito Renato Junior (Avante) decidiu ignorar o clamor popular e insistir no erro. Com a enxurrada de nomeações e reconduções publicadas no Diário Oficial do Município (DOM), fica cristalino que a ordem na prefeitura é uma só: manter a exata mesma equipe que fracassou miseravelmente na última eleição.

O fiasco nas urnas ignorado pela gestão fantoche

Vale lembrar o tamanho do vexame político protagonizado pelo grupo no último pleito. David Almeida, que abandonou a cadeira de prefeito em março de 2026 para tentar o Governo do Amazonas, começou a corrida eleitoral rejeitado e conseguiu a façanha de terminar pior ainda, amargando um vexatório 4º lugar nas urnas e sendo sumariamente rejeitado pelo eleitorado manauara.

A derrota humilhante não foi obra do acaso, mas o reflexo direto de uma gestão divorciada da realidade da cidade e de uma equipe de comunicação e articulação completamente ineficiente, que jamais conseguiu melhorar a imagem pública daquela gestão perante o povo de Manaus. O fracasso nas urnas escancarou o abismo entre o gabinete e a rua.

Reciclando os derrotados

Em vez de aproveitar a bofetada democrática da população para fazer uma faxina ética e oxigenar a administração pública com novos nomes e ideias voltadas para o cidadão, o prefeito fantoche Renato Junior fez o oposto. Abriu as portas do cofre municipal para recolher os cacos do naufrágio político:

  • A mesma turma nos mesmos lugares: Derrotados na tentativa de conseguir mandatos na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), nomes como Vivi Lira voltaram blindados para comandar órgãos estratégicos como o Fundo Manaus Solidária (FMS).
  • A blindagem de gabinetes: Operadores financeiros e secretários que participaram ativamente do período de desgaste da gestão anterior continuam sendo acomodados em cargos criados sob medida, a exemplo de Clécio da Cunha Freire, abrigado com status e privilégios na Casa Civil.

Insistir no erro é zombar do contribuinte

Manter no poder a mesma tropa de choque que falhou na comunicação, falhou na gestão e foi repudiada nas urnas é a Prova Real de que o grupo não aprendeu nada. Para Renato Junior, a prioridade não é consertar os buracos da cidade, melhorar a saúde ou prestar contas ao povo, mas sim garantir o emprego e a boquinha dos aliados políticos que perderam a eleição estadual.

A fatura dessa insistência no fracasso, infelizmente, continua sendo paga pelo povo de Manaus — que assiste estupefato a máquina pública ser usada como colônia de férias para derrotados políticos.

Enquanto a gestão se arrasta, a oposição ganha força com Alberto Neto

Enquanto a prefeitura se desgasta tentando salvar contracheques de aliados, o cenário político para a disputa municipal já começa a se desenhar com desvantagem para o grupo governista. O deputado federal Capitão Alberto Neto (PL), que disputou a vaga ao Senado e voltou a demonstrar expressiva força nas urnas sendo o candidato mais votado na capital pela terceira eleição consecutiva, já virou a página e anunciou oficialmente sua pré-candidatura à Prefeitura de Manaus. Saindo na frente com o respaldo de quase metade do eleitorado manauara, Alberto Neto reorganiza a oposição e manda um recado claro: enquanto Renato Junior insiste na mesma equipe desgastada que o povo reprovou, a cidade se prepara para cobrar a conta nas urnas.

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