O Irã anunciou neste sábado (11) que seus militares derrubaram “sem querer” o avião ucraniano que caiu na quarta-feira (8) perto de Teerã. Na tragédia morreram 176 pessoas.

O comunicado informou que o avião voava perto de um local sensível e foi derrubado devido a um “erro humano”.
O Boeing 737, da companhia Ukraine International Airlines, estava saindo da capital iraniana com destino a Kiev, capital da Ucrânia, quando caiu. A queda ocorreu cinco minutos após a decolagem, horas após o Irã disparar mísseis na base aérea iraquiana de Ain al-Asad, que abrigava forças americanas, em retaliação pelo assassinato do comandante iraniano general Qassem Soleimani.
Na Ucrânia

Volodymyr Zelenski / Presidente da Ucrânia
Em uma rede social, Zelensky disse que espera que o Irã leve os responsáveis à Justiça e cobrou um pedido oficial de desculpas e que as investigações sobre o desastre continuem.
“Esta manhã traz a verdade. A Ucrânia insiste na admissão total de culpa. Esperamos que o Irã leve os responsáveis à justiça, devolva os corpos, pague uma indenização e faça um pedido oficial de desculpas. A investigação deve estar completa, aberta e continuar sem atrasos ou obstáculos”, escreveu Zelensky.
No Irã
O presidente do Irã, Hassan Rouhani, chamou o desastre de “erro imperdoável” e disse que as investigações continuam. Rouhani também declarou que seu país “lamenta profundamente” o desastre.
O líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, manifestou seus “profundos sentimentos” às famílias das vítimas e pediu para que as forças armadas “busquem os erros prováveis e a culpa no incidente doloroso”.
Em um comunicado, as Forças Armadas iranianas informaram que o Boeing voava perto de um local militar sensível e foi derrubado devido a um “erro humano”. O comunicado lido na TV estatal diz que as partes responsáveis serão punidas.
Via G1





