ATENÇÃO MPAM E TCE-AM: Enquanto ônibus atolam, empresa MEI de assessor do Deputado Dr. Gomes fatura milhões na gestão de Augusto Ferraz.

Prefeito de Iranduba, Augusto Ferraz e o Dep. Dr. Gomes, ambos do UNião Brasil.

As evidências de descaso com o transporte escolar em Iranduba (AM) ganharam um novo e alarmante capítulo financeiro. Enquanto o Ministério Público do Amazonas (MPAM) investiga denúncias de veículos sucateados que colocam em risco a vida de estudantes desde 2025, a gestão do prefeito Augusto Ferraz (União Brasil) segue injetando recursos públicos na empresa Viacar Transportes (CNPJ 09.644.883/0001-47), com pagamentos que superam os R$ 2,7 milhões apenas em 2026.

A Conexão ALEAM: O Sócio-Administrador e o Cargo Público

O cruzamento de dados oficiais revela um grave conflito de interesses. De acordo com o Quadro de Sócios e Administradores (QSA) da REDESIM, a Viacar possui um capital social de R$ 600.000,00 e é gerida por ANTONIO CARLOS ZANGIROLAMI SATURNINO, identificado formalmente como Sócio-Administrador.

Simultaneamente à gestão da empresa, Saturnino figura na folha de pagamento da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALEAM). Conforme consulta nominal de vencimentos de 2026, ele ocupa o cargo comissionado de Assistente de Gabinete Parlamentar (APC-13), lotado no gabinete do Deputado Francisco Gomes (União Brasil) — correligionário do prefeito de Iranduba. Com matrícula nº 22993, Saturnino recebe uma remuneração líquida mensal de R$ 3.920,48.

A legislação é clara: servidores públicos, mesmo em cargos comissionados, são proibidos de exercer a administração ou gerência de empresas privadas. O fato de a empresa administrada por um servidor da ALEAM manter contratos vultosos com uma prefeitura do mesmo grupo político levanta suspeitas sobre a impessoalidade e a moralidade dos acordos.

O Fenômeno dos Reajustes Relâmpago

A velocidade dos aditivos contratuais também chama a atenção. Em apenas seis dias (entre 23 e 29 de abril de 2026), o Contrato nº 242/2022 sofreu dois “reequilíbrios financeiros”. Em menos de uma semana, o custo do transporte universitário saltou de R$ 1.056.000,00 para R$ 1.669.800,00 — um acréscimo recorde de mais de R$ 600 mil.

⚠️ ALERTA AOS ÓRGÃOS DE CONTROLE (MPAM E TCE-AM)

Com base nos dados da ALEAM e da REDESIM, sinalizamos indícios que demandam fiscalização imediata:

  • Ao Ministério Público (MPAM): Investigar o possível favorecimento à empresa administrada por um assessor parlamentar do mesmo partido do prefeito.
  • Ao Tribunal de Contas (TCE-AM): Auditar a conformidade dos reajustes sucessivos no Contrato 242/2022 e a legalidade de um servidor comissionado atuar como administrador de empresa contratada pelo poder público.
  • À Controladoria Geral: Apurar a omissão de dados no Portal da Transparência de Iranduba sobre os pagamentos efetuados à Viacar Transportes.

Lucros em Ascensão, Transparência em Queda

Enquanto o faturamento da Viacar escalou na gestão de Augusto Ferraz — podendo superar os R$ 7 milhões entre 2022 e 2026 — a realidade nas estradas de Iranduba permanece precária. O contraste entre os milhões pagos e os pneus carecas denunciados pela população sugere que os recursos públicos podem estar sendo drenados sem a devida contraprestação de serviço.

Direito de Resposta

Em observância aos princípios do contraditório e da ampla defesa, o espaço permanece aberto para que os citados — a Prefeitura de Iranduba, o prefeito Augusto Ferraz, o deputado Francisco Gomes, a empresa Viacar Transportes e o Sr. Antonio Carlos Zangirolami Saturnino — apresentem seus esclarecimentos. A gestão municipal e os parlamentares podem enviar notas técnicas justificando a regularidade dos aditivos contratuais e a compatibilidade das funções exercidas pelo servidor comissionado. Da mesma forma, a Viacar Transportes pode apresentar laudos de manutenção e vistorias que contraponham as denúncias de precariedade da frota escolar, garantindo assim a integridade da informação e o equilíbrio do debate público.

Nota de Alerta: A discrepância entre o aporte financeiro e a qualidade do serviço percebida pela população é um dos principais indicadores utilizados pelo TCE-AM para a abertura de Tomadas de Contas Especiais. Se os pagamentos de 2026 já superam R$ 2,7 milhões em menos de um semestre, a projeção anual indica uma pressão fiscal severa sobre o orçamento da educação municipal.

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