Falta de energia na capital volta a ser tema de debate na CMM

Possibilidade de criação de CPI para fiscalizar o serviço de energia também foi discutida durante o Grande Expediente 

Fotos: Cleuton Silva e Eder França/Dicom

A falta de energia em bairros de Manaus voltou a ser debatida durante o Grande Expediente da Câmara Municipal de Manaus (CMM), nesta terça-feira (22 de setembro). Na sessão, também foi levantada a possibilidade de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para fiscalizar questões relacionadas ao serviço de energia elétrica na capital.

Entre os locais citados durante os debates estão os condomínios Lago Azul, Paraíso, Felicidade, Harmonia, Vida Nova, Liberdade, Violeta e Vila Jasmin, na zona Norte de Manaus. Segundo relatos apresentados em plenário, moradores dessas áreas estão reunindo assinaturas para buscar esclarecimentos sobre as interrupções no fornecimento de energia.

O período de calor também foi mencionado durante a discussão, assim como a necessidade de os moradores serem informados previamente sobre manutenções, troca de equipamentos e outros serviços que possam provocar interrupções no fornecimento.

O aumento nos valores das contas de energia e os cortes no fornecimento após atraso no pagamento das faturas também foram abordados. Durante os pronunciamentos, foi destacada a necessidade de esclarecimentos sobre os valores cobrados e a qualidade do serviço prestado à população.

 

Saúde mental 

A saúde mental de crianças, jovens e profissionais da educação também voltou a ser debatida durante a sessão. Entre os assuntos discutidos esteve a presença de psicólogos e assistentes sociais nas escolas, com o objetivo de oferecer acompanhamento aos estudantes e aos profissionais da educação.

A Lei Federal nº 13.935/2019 prevê a prestação de serviços de psicologia e de serviço social nas redes públicas de educação básica.

Durante os debates, também foram mencionadas a criação de ações e projetos voltados à saúde mental e a ampliação do atendimento nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps).

 

Justiça por Iago

A família do estudante de psicologia Iago Victor Nascimento Colares, de 25 anos, também esteve na Câmara durante o Grande Expediente. O jovem morreu após ser agredido em Manaus, na madrugada de 7 de setembro.

Segundo informações apresentadas pela família, Iago tinha diagnóstico de transtorno do espectro autista (TEA), nível 2 de suporte, e transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH). Ele havia saído para comemorar a contratação para um novo emprego e começaria a trabalhar após o feriado da Independência.

Durante a participação na sessão plenária, a mãe de Iago, Tatiana Colares, falou sobre a perda do filho e pediu justiça. Ela também destacou a importância do respeito e da inclusão das pessoas neurodivergentes.

“É difícil expressar o que estou sentindo e também é difícil me adaptar a tudo o que aconteceu. O que eu peço é empatia. Em nome do meu filho, eu peço justiça. Pessoas neurodivergentes têm o direito de viver, de conviver em sociedade e de serem respeitadas”, pontuou.

 

Atendimento a pessoas com TEA

Outro assunto debatido no Grande Expediente foi o atendimento às pessoas com transtorno do espectro autista (TEA) no interior do Amazonas. Na sessão, foi apresentada a situação de famílias do município de Parintins que precisam buscar atendimento especializado.

Entre as propostas mencionadas estão a criação de um Centro Regional de Atendimento às Pessoas com TEA em Parintins, com equipe multidisciplinar, e a implantação de uma rede estadual de diagnóstico e atendimento para ampliar o acesso aos serviços nos municípios do interior.

Também foram citadas ações de apoio às famílias e propostas voltadas à inclusão de pessoas com TEA nas escolas e em outros espaços.

 

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