Arqueologia Amazônica é tema de discussão em Parintins com o apoio do Governo do Amazonas

O evento, amparado pelo Parev, da Fapeam, ocorre de 25 de maio a 6 de junho 

Foto: Acervo da coordenadora do evento, Clarice Bianchezzi

Em Parintins (distante a 369 quilômetros de Manaus), acontece de 25 de maio a 6 de junho o 2º Workshop de Arqueologia Amazônica, com o tema ‘Socialização de Técnicas e Métodos Aplicados nas Pesquisas em Campo’. O evento é apoiado pelo Governo do Amazonas, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

O workshop visa promover um espaço de diálogos, de socialização e construção coletiva sobre técnicas e métodos, usados nas pesquisas arqueológicas, aplicados nas pesquisas concluídas e em andamento na região amazônica por pesquisadores e arqueólogos com longa trajetória de atuação.

A coordenadora do evento e doutora em antropologia, Clarice Bianchezzi, da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), destacou que o workshop será fundamental para a formação dos acadêmicos do curso de Bacharelado em Arqueologia da instituição.

“Espera-se, com esse evento, maior mobilização social em torno do tema do patrimônio arqueológico, povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos, produzindo reflexões capazes de conjugar a reflexão acadêmica e as demandas dos coletivos humanos locais.” afirmou Clarice Bianchezzi.

Programação

Rodas de diálogo e minicursos abordarão o eixo central “Métodos e Técnicas em Pesquisas no Campo da Arqueologia”, com destaque para estudos desenvolvidos em áreas de Reserva Sustentável na Amazônia, arqueobotânica amazônica, sítios com cerâmica do estilo Kondury e arqueologia funerária na região amazônica.

As atividades contarão ainda com ações em lócus em um sítio arqueológico situado no centro de Parintins.

O evento é destinado a acadêmicos do curso de Arqueologia, com participação de acadêmicos de cursos afins, como História, Física e Biologia, Pedagogia, Geografia do Cesp/UEA, além de professores, pesquisadores, escolas da educação básica e a comunidade em geral de Parintins. A estimativa de participantes é de, aproximadamente, 150 a 200 pessoas.

Arqueólogos e pesquisadores 

Entre os convidados confirmados estão importantes nomes da arqueologia e das pesquisas amazônicas. Um dos destaques é Eduardo Góes Neves, arqueólogo e coordenador do Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE/USP), que há mais de 30 anos desenvolve pesquisas arqueológicas na Amazônia.

O pesquisador iniciou seus estudos na região ainda na década de 1980 e participou da elaboração do primeiro curso de Arqueologia ofertado pela Universidade do Estado do Amazonas.

A programação também contará com a participação de Anne Py-Daniel, professora do curso de Arqueologia da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), com atuação na área de Arqueologia Funerária; Eduardo Kazuo Tamanaha, pesquisador colaborador do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, com pesquisas em áreas de Reserva Sustentável na Amazônia e Laura Furquim, pós doutoranda do MAE/USP que atua na área de arqueobotânica; Helena Lima arqueóloga do Museu Paraense Emilio Goeldi; Marcony Alves pós-doutorando do MAE/USP especialistas em estudos de cerâmica Kondury; Carlos Augusto da Silva, arqueólogo aposentado da UFAM.

Apoio da Fapeam

“Isso é muito importante para os acadêmicos em formação, tanto da arqueologia como de áreas afins, porque proporciona diálogos diretamente com os pesquisadores, principalmente, pelo caráter do evento, sendo realizado diretamente em sítio arqueológico, onde os acadêmicos podem ver, testar e tirar dúvidas com os pesquisadores sobre as técnicas e métodos”, enfatizou a pesquisadora sobre a importância do apoio da Fapeam.

Sobre o Parev

O Parev é uma ação da Fapeam que visa apoiar a realização de eventos regionais, nacionais e internacionais, nas modalidades presencial, virtual ou híbrida, sediados no Amazonas, relacionados à Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I), tais como: congressos, simpósios, workshops, seminários, ciclo de palestras, conferências e oficinas de trabalho, visando divulgar resultados de pesquisas científicas e contribuir para a promoção do intercâmbio científico e tecnológico.

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