O povo do Amazonas já conhece esse roteiro de cor e salteado. Mal o Senador Eduardo Braga anunciou com pompa e circunstância que as obras do “trecho do meio” começariam agora em maio, a Justiça Federal puxou o freio de mão. A pedido de ONGs, os editais foram suspensos por falta de regras ambientais — um filme repetido que já dura 50 anos.
O Xadrez Político do Senador
Não é segredo para ninguém: Eduardo Braga transformou a BR-319 em seu palanque particular. Recentemente, o senador usou sua influência para indicar o comando do DNIT no Amazonas e bateu no peito dizendo que suas emendas teriam finalmente “destravado” a rodovia.
A promessa era de que as máquinas roncariam no próximo mês. Mas, ao que tudo indica, o anúncio foi mais um movimento de xadrez eleitoral do que uma solução técnica definitiva.
O Erro que se Repete
Desta vez, a suspensão veio por um erro que o Amazonas não aguenta mais ver: o DNIT tentou classificar a pavimentação de mais de 300km como “simples manutenção”. Resultado? A Justiça entendeu como uma tentativa de driblar o licenciamento ambiental obrigatório.
Perguntar não ofende: Se o Senador tem tanta influência no Governo Federal e no DNIT, por que deixaram passar um erro técnico tão primário que qualquer estagiário de direito saberia que daria em suspensão?
O Povo no Isolamento
Enquanto Braga usa a estrada para ganhar cliques e votos, o amazonense continua refém:
Promessas de Maio: O que era para ser o início das obras agora vira dúvida jurídica.
Isolamento Terrestre: Manaus segue sendo a única capital do Brasil sem ligação asfáltica com o resto do país.
Discurso vs. Realidade: Até quando a BR-319 será usada como “salvação da lavoura” apenas em anos de eleição?
O Chumbo Grosso avisa: O povo não quer mais vídeo de senador apontando para o asfalto que não existe. O Amazonas quer solução jurídica que resista a uma liminar de ONG. Chega de palanque! Queremos a estrada!





