Por Redação / Chumbo Grosso, 21 de julho de 2026 – A articulação política nacional voltou a ferver com as declarações do senador Flávio Bolsonaro (PL), que não esconde o otimismo em fechar o apoio formal da federação União Progressista (União Brasil e PP) à sua pré-candidatura presidencial. Se em Brasília a negociação envolve cargos e alianças de olho no Planalto, no Amazonas o movimento desenha um cenário de alta voltagem para a disputa ao Governo do Estado.
O Peso da Máquina e do Palanque Regional
A eventual aliança do PL com a federação traz reflexos imediatos no tabuleiro amazonense. Com Roberto Cidade (União Brasil) no comando do Governo do Estado e postulado à reeleição, o acerto nacional entrega a Flávio Bolsonaro nada menos que o palanque oficial da máquina estadual no Amazonas.
Por outro lado, o fortalecimento dessa base dá tração à pré-candidatura de Maria do Carmo (PL) no primeiro turno, garantindo tempo de rádio e TV, capilaridade no interior e o respaldo da militância conservadora.
Cenas do 2º Turno: A Batalha dos Apadrinhados
Caso a disputa afunile e Roberto Cidade avance para o segundo turno contra Omar Aziz (PSD) — o nome chancelado pelo presidente Lula (PT) no estado —, a presença de Flávio Bolsonaro torna-se o fator fiel da balança.
Nesse cenário de polarização direta, o engajamento do filho do ex-presidente será a ferramenta decisiva para:
- Canalizar o voto antipetista: O eleitorado amazonense, historicamente conservador na capital, tende a reagir fortemente contra o projeto governista do PT.
- Transferência em bloco: O apoio de Flávio garante a migração automática dos votos da base de Maria do Carmo para a candidatura de Cidade.
- Nacionalização do debate: A eleição estadual vira um verdadeiro espelho da disputa presidencial.
O Confronto Direto
De um lado, Omar Aziz amparado pela estrutura do Governo Federal e pelo peso político de Lula. Do outro, Roberto Cidade respaldado pela máquina estadual e impulsionado pelo eleitorado de direita alinhado a Flávio Bolsonaro.
O xadrez de 2026 já começou, e o Amazonas promete ser um dos principais palcos dessa guerra de gigantes.
Texto: Ronaldo Aleixo.





