MANAUS — A pergunta sobre o que um vereador de tornozeleira fazia na reunião com o governador eleito Omar Aziz (PSD), o senador Eduardo Braga (MDB) e o prefeito Renato Junior acaba de ganhar contornos ainda mais graves. Um novo fato bombástico revela o desespero de bastidor para abafar o caso: o senador Eduardo Braga acionou a Justiça e conseguiu derrubar a matéria da REVISTA CENARIUM, que divulgou imagens e revelou a proximidade do parlamentar com o vereador Rosinaldo Bual (Agir) durante o encontro.

A Tentativa de Censurar a Imagem do Escândalo
Fontes que participaram da reunião realizada nesta quinta-feira (5) já haviam apontado que Bual recebeu total atenção de Eduardo Braga durante as negociações. A confirmação de que a cúpula buscou esconder a matéria jornalística escancara o incômodo com o flagrante.
A REVISTA CENARIUM, que recorre da decisão judicial, havia exposto a imagem de Braga dividindo espaço e articulações com o vereador preso pelo MP-AM na Operação Face Oculta sob acusação de comandar um esquema de “rachadinha” e lavagem de dinheiro.
O Réu de Tornozeleira na Mesa dos ‘Ilustres’
Preso em outubro de 2025 pelo Gaeco, Bual responde ao processo em liberdade provisória, sob restrições severas mantidas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ):
- Medidas Cautelares: Proibição de entrar no prédio da CMM e de manter contato com investigados, sendo obrigado a usar tornozeleira eletrônica.
- Atuação Remota: Em agosto de 2026, a Justiça liberou apenas a sua atuação virtual nas sessões.
Mesmo impedido de frequentar a Câmara Municipal, Bual participou presencialmente da articulação com as maiores lideranças do estado.
R$ 234 Mil no Bolso e a Barganha pela Presidência
Enquanto tenta esconder a foto ao lado do investigado, o grupo político segue negociando os rumos da CMM para a eleição da Mesa Diretora (biênio 2027-2028), marcada para 1º de dezembro.
- Mamata Mantida: Bual já acumula mais de R$ 234 mil em salários pagos pelos cofres públicos desde o seu afastamento.
- Silêncio Corporativo: O Comitê de Combate à Corrupção e o MP-AM continuam cobrando explicações sobre a omissão e a lentidão da CMM em abrir o processo de cassação do parlamentar.
A manobra judicial de Eduardo Braga contra a imprensa só reforça a contradição da reunião: nos bastidores, a prioridade não era debater a saúde do povo, mas sim garantir votos a qualquer custo — mesmo que para isso seja preciso sentar ao lado de um réu de tornozeleira e mandar apagar os rastros da conversa.

O espaço está aberto para que todos os citados se manifestem.





