O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) iniciou a campanha para o segundo turno com uma diretriz clara na área de comunicação: articular influenciadores digitais e deputados eleitos com forte presença digital para mobilizar redes sociais e buscar votos decisivos contra Flávio Bolsonaro.
A ofensiva nas redes e os nomes estratégicos
A cúpula da campanha petista busca estruturar uma rede orgânica de militância e amplificação de narrativas. Entre os principais nomes buscados para liderar essa mobilização estão:
- Ana Elisa (PT-MG): Estudante de Direito e influenciadora, somou 524.216 votos em Minas Gerais, sendo a segunda mais votada do estado. Ela já cumpriu agenda em São Paulo com o vice-presidente Geraldo Alckmin e lideranças da chapa.
- Erika Hilton (PSOL-SP): Conquistou mais de 1,5 milhão de votos em São Paulo, tornando-se a mulher mais votada da história para a Câmara dos Deputados.
- Sâmia Bomfim (PSOL-SP): Deputada reeleita com ampla articulação junto à militância jovem e movimentos sociais nas redes.
- Jones Manoel (PSOL-PE): Eleito parlamentar por Pernambuco, o historiador é atuante nas redes digitais e reconhecido por embates com opositores.
Estratégia de comunicação e divergências internas
Apesar da articulação partidária para recrutar grandes nomes do meio digital, o presidente Lula defende uma abordagem mais informal. O petista prefere focar em vídeos curtos e diretos para as redes, além de ampliar sua presença em entrevistas de rádio e podcasts regionais.
Caso Wilian de Oliveira: engajamento espontâneo ou estratégia de campanha?
A nova fase da disputa digital já começou a gerar desdobramentos nas redes sociais. Recentemente, o comediante e influenciador amazonense Wilian de Oliveira (que acumula mais de 2,3 milhões de seguidores) publicou um vídeo direcionando críticas diretas a Flávio Bolsonaro em relação ao debate sobre o fim da jornada de trabalho na escala 6×1. No vídeo, o humorista argumenta que a posição de Flávio seria contrária aos interesses dos trabalhadores.
O posicionamento de Wilian provocou reação imediata de perfis alinhados à oposição, que o acusaram de atuar como “linha auxiliar” da campanha petista e de espalhar desinformação para favorecer Lula no segundo turno. O episódio levantou especulações nos bastidores políticos sobre se a manifestação do humorista já reflete a articulação da campanha de Lula junto a criadores de conteúdo regionais ou se trata de um movimento voluntário motivado pelas pautas em discussão nas redes.
Direito de Resposta
Nota da redação: O vídeo mencionado nesta matéria é de acesso público e está disponível nas redes sociais do humorista. A reportagem não entrou em contato com Wilian de Oliveira ou com as assessorias das campanhas citadas antes da publicação, mas o espaço segue aberto para eventuais manifestações e posicionamentos formais.





