O tabuleiro político do Amazonas deu sinais claros de reorganização. A perda de ritmo e a queda de popularidade das candidaturas de Maria do Carmo (PL) e David Almeida (Avante) escancararam o que os bastidores já vinham desenhando: o afunilamento inevitável da disputa pelo Governo do Estado em torno de dois grandes nomes do momento. A eleição perdeu a dispersão inicial e agora se consolida como um embate direto de projetos, estaturas e métodos entre o senador Omar Aziz e o governador Roberto Cidade.
O recuo de David Almeida e Maria do Carmo nas pesquisas reflete os limites de suas estratégias. Enquanto a Professora Maria do Carmo enfrenta dificuldades para converter apelo conservador em densidade eleitoral no interior, David Almeida sente o desgaste natural de quem tenta projetar palanque estadual a partir de alianças oscilantes. O esvaziamento de ambas as alas abriu espaço para que o eleitorado concentrasse atenção nos dois polos que hoje demonstram real capacidade de articulação, grupo político e presença territorial.
De um lado desse afunilamento está Omar Aziz (PSD), experiente no jogo de poder e habituado aos embates midiáticos. Ao tentar transformar apontamentos licitatórios em plataforma de campanha, Omar busca retomar o protagonismo com uma postura ostensiva de ataque. Sua estratégia apoia-se no discurso inflamado, tentando capitalizar insatisfações pontuais e desgastar o grupo que hoje comanda o Executivo.
Do outro lado surge Roberto Cidade (União Brasil), que consolida sua musculatura política como o principal contraponto e candidato de sustentação. Frente às investidas da oposição, Cidade tem respondido com compostura institucional e firmeza administrativa. Ao suspender de imediato os processos questionados e submeter, por iniciativa própria, todas as informações aos órgãos de fiscalização — como o Ministério Público e o Tribunal de Contas —, o governador desmonta a narrativa do adversário e demonstra que não aceita suspeições sobre sua gestão.
Com a perda de fôlego das candidaturas intermediárias, a eleição do Amazonas deixa de ser uma corrida pulverizada para se transformar em um duelo polarizado de rumos: o estilo confrontacional e tradicional representado por Omar Aziz contra a capacidade de gestão, liderança e resposta rápida demonstrada por Roberto Cidade.
O afunilamento está posto. Cabe agora ao eleitor avaliar quem oferece a estabilidade e a responsabilidade necessárias para conduzir o Amazonas nos próximos anos, deixando de lado o ruído da pirotecnia política para focar em quem tem propostas e capacidade real de entrega.
Fatos da Breiga foram registrados pelo Chumbo Grosso;
“Eu não vou caminhar pelos maus caminhos, senador Omar” (VÍDEO)





