💣 BOMBA, ATENÇÃO ROBERTO CIDADE: Investigação escancara que elite da PC-AM recebe média de R$ 49 mil em folha inflada por portarias.

Tem um chefão ganhando mais de R$ 60 mil #chupaKiÉdeuva. E tem uma função de Assessor II enchendo os bolsos.

Foto: Tânia Rêgo / Arquivo / Agência Brasil

MANAUS (AM) – Uma verdadeira fortaleza de privilégios financeiros acaba de ser desmoronada por uma investigação minuciosa dos bastidores do poder na segurança pública do Amazonas. Documentos oficiais da folha de pagamento da Polícia Civil obtidos com exclusividade revelam que o teto da dignidade salarial virou ficção. Enquanto policiais da base enfrentam o sucateamento diário nas delegacias de ponta, a cúpula da instituição opera sob uma realidade paralela: a elite dos delegados de Classe Especial e 1ª Classe ostenta uma média salarial bruta de R$ 49.261,31.

O escândalo ganha contornos de urgência diante de um Projeto de Lei de 2026 que tramita em segredo nos corredores governamentais. A proposta busca blindar juridicamente e perpetuar essa engrenagem de superprivilégios, criando aberrações como a “Disponibilidade de Ouro” — que garante um ano inteiro de folga totalmente paga pelo contribuinte para ex-chefes de departamentos — e uma reserva de mercado para concentrar gratificações administrativas nas mãos de um único grupo.

O Raio-X do Absurdo: As Médias que chocam o contribuinte

A análise fria dos dados oficiais põe fim a qualquer narrativa de ” normalidade institucional”. O impacto do chamado “Cabide de Portarias” eleva os vencimentos a patamares astronômicos:

  • Elite do Gabinete (Classe Especial): A média bruta dessa categoria atinge impressionantes R$ 51.588,60 por mês. Nos casos mais gritantes de cargos de chefia máxima, os vencimentos brutos explodem e chegam a ultrapassar a barreira dos R$ 72.800,00.
  • Burocracia de Ouro (1ª Classe): Mesmo posicionados um degrau abaixo na hierarquia oficial, a média bruta dos delegados desta classe está fixada em R$ 46.529,91. O teto interno da categoria chega a registrar salários de mais de R$ 57.700,00 na folha bruta.

Essa média geral de R$ 49 mil é quase duas vezes e meia maior do que o salário inicial de R$ 20.449,05 estipulado no último concurso público da instituição. Uma distorção inexplicável se não fosse pelo mecanismo das portarias.

O Mecanismo: A Padronização da “Mata” via Assessorias

A investigação do portal descobriu uma espécie de “carimbagem sistêmica” nos contracheques. Não se trata de uma exceção ou mérito esporádico: existe uma padronização escancarada por meio da função de Assessor II.

Ao serem agraciados com essa portaria, os salários brutos sofrem um salto cirúrgico: fixam-se exatamente em R$ 51.127,29 para Classe Especial e R$ 46.662,49 para a 1ª Classe. O acúmulo é duplo e imoral: servidores que deveriam estar cumprindo escala operacional em delegacias de bairro aparecem blindados em funções burocráticas internas de assessoria.

Outro fator alarmante exposto pelos dados é a discrepância regional. Enquanto o teto constitucional impõe severos abates na capital — reduzindo salários brutos de R$ 72 mil para R$ 27 mil líquidos —, delegados lotados em municípios do interior do estado conseguem driblar essas barreiras, garantindo salários líquidos que passam dos R$ 42.500,00 direto na conta.

Investigação com Base em Dados Públicos

Os números comprovam o que especialistas jurídicos já alertavam: o projeto de lei em andamento tenta legalizar uma estrutura financeira que atropela diretamente a nova Lei Orgânica Nacional das Polícias Civis (Lei Federal nº 14.735/2023). Trata-se de uma afronta ética à sociedade e um dreno aos cofres públicos.

Todo o material que embasa esta denúncia, incluindo o cruzamento minucioso de portarias, lotações e remunerações, foi obtido por meio de uma investigação realizada rigorosamente com base em dados públicos oficiais extraídos do Portal da Transparência do Estado e da própria Polícia Civil. Diante da gravidade dos fatos escancarados, cabe agora aos órgãos de fiscalização competentes tomarem a iniciativa de realizar uma auditoria imediata na folha de pagamento da instituição. O contribuinte amazonense não vai aceitar passivamente pagar a conta de um ano de folga de luxo e salários blindados nos gabinetes do poder.

A redação do portal segue acompanhando de perto os desdobramentos de bastidores e deixa o espaço totalmente aberto para que a Delegacia-Geral, a Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM) e demais autoridades envolvidas apresentem seus esclarecimentos sobre os fatos narrados.

*O PDF com dados nominais e gratificações das mamatas não serão divulgados em respeito aos demais servidores da instituição.

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