Manobra Narrativa: Matéria do Financial Times contra filme de Bolsonaro reflete viés de correspondentes, não a opinião do jornal

É como se uma blogueira da Globo emitisse sua opinião.

A internet brasileira foi movimentada recentemente por compartilhamentos de prints e links do renomado jornal britânico Financial Times (FT). A matéria em questão mira o filme biográfico Dark Horse — que retrata a trajetória de Jair Bolsonaro — sugerindo que a produção internacional poderia “afundar” os planos eleitorais de seu filho, o senador Flávio Bolsonaro.

Diante do barulho nas redes, duas verdades cruciais precisam ser restabelecidas sobre como a velha imprensa internacional opera, desfazendo tanto as ilusões da esquerda quanto os mal-entendidos de quem não conhece os bastidores do jornalismo global.

O mito da “Matéria Paga” e a barreira do Paywall

Ao tentarem acessar o link original do Financial Times, muitos internautas se depararam com um aviso de cobrança: “Assine para desbloquear este artigo”, oferecendo acessos promocionais seguidos de mensalidades salgadas.

Diferente do que alguns perfis sugeriram, o FT não recebeu dinheiro de opositores para publicar o ataque. O que ocorre ali é o sistema de paywall (barreira de pagamento). O modelo de negócios desses impérios de mídia baseia-se em cobrar do leitor para acessar o conteúdo. Portanto, ninguém pagou para a matéria ser publicada; é o leitor quem paga para ler a narrativa construída por eles.

A verdade dos bastidores: A militância disfarçada de correspondência

O ponto central que a grande mídia tenta esconder é a diferença entre a opinião institucional do jornal e as matérias assinadas por correspondentes.

O artigo contra o filme de Bolsonaro não é um editorial do Financial Times. Ou seja, não representa a voz oficial ou o posicionamento de mercado do banco de diretores do jornal britânico. Trata-se, na realidade, de uma reportagem de campo produzida pela sucursal da América Latina do FT.

E é exatamente aí que mora o perigo. Não é segredo para ninguém que as sucursais brasileiras de grandes veículos estrangeiros (como FT, The New York Times e The Guardian) são historicamente blindadas e dominadas por correspondentes e jornalistas locais com clara inclinação à esquerda. Esses profissionais, imersos no ambiente progressista nacional, utilizam o selo de grifes internacionais para chancelar suas próprias visões ideológicas e atacar lideranças conservadoras.

Quando um correspondente com viés esquerdista escreve um texto recheado de narrativas parciais, o leitor desatento acha que “a Europa” ou “o mercado financeiro global” está criticando a direita brasileira. Nada mais falso. É apenas a velha esquerda tupiniquim, com crachá internacional, pautando o debate lá fora para que ele ecoe aqui dentro como se fosse uma verdade absoluta e isenta.

O filme Dark Horse, ao trazer uma produção de fora do eixo cultural dominado pela esquerda brasileira, incomoda. E a reação da militância de redação — travestida de correspondência internacional — é a prova viva de que a narrativa deles perdeu o monopólio.

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