A jornalista Márcia Dantas, publicou neste sábado (1º) um texto em sua coluna, no site SBT News, em que comenta sobre a intimidação que sofreu na última quinta-feira (29) do senador Eduardo Braga (MDB), ao mediar o último debate com candidatos ao Governo do Estado na TV Norte Amazonas.
No texto intitulado ‘os desafios jornalísticos na mediação de um debate‘ ela relata como se sentiu. “No final do primeiro bloco, um candidato ficou sem responder, o que gerou uma confusão. ‘Você está equivocada’. Eu não estava. Mas fui induzida a duvidar da minha própria capacidade. Cedi, a contragosto”, contou.
A jornalista também falou do ato machista que sofreu. “Respirei fundo. Lembrei do motivo pelo o qual estava ali. Não poderia entrar no jogo que prejudicaria o andamento do debate. É muito fácil uma mulher ser taxada de desequilibrada e incompetentemente se ela não souber lidar com as emoções num ambiente dominado por homens”, disse.
Histórico não favorece o senador
Em dezembro do ano passao, o senador Eduardo Braga (AM), que era líder do MDB no Senado, se desentendeu com a ministra Flávia Arruda (Secretaria de Governo) em uma ligação de telefone. As informações são do jornal O Globo.
Segundo a reportagem, Braga reclamava de pendências na liberação de emendas parlamentares prometidas a ele pelo Palácio do Planalto. Durante a ligação, o senador teria se exaltado, gritado, e falado palavrões para a ministra.
Aos prantos, Flávia Arruda pediu para que o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, que a acompanhava na sala, assumisse a ligação. Os dois conversaram e contornaram a situação. Eduardo Braga também conversou com o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho.
O governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), foi ao Twitter comentar o caso. Ele prestou apoio à Flávia Arruda e disse que Eduardo Braga já tem fama pela sua “arrogância e brutalidade”.
Brabo com uma funcionária
O senador carrega um histórico negativo de agressões. Em maio deste ano, vários sites noticiaram que Braga teria destratado uma funcionária que estava levando documentos para o senador, durante uma transmissão ao vivo, em uma rede social. Na ocasião, o político fazia uma live, ao mesmo tempo que concedia uma entrevista ao telefone, e pediu a sua funcionária que mostrasse a primeira fase do documento, quando se irritou, ao perceber que a mulher não sabia o que ele solicitava no momento.
Agressão a portador de deficiência
Já em setembro de 2014, o Ministério Público Federal, no Amazonas (MPF/AM), encaminhou ao então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, uma representação contra o senador Eduardo Braga (PMDB-AM). À época, o político do Amazonas era candidato ao Governo do Amazonas. Junto com o ex-deputado federal Sabino Castelo Branco (PTB-AM), Braga foi acusado de agredir um fotógrafo amador, considerado vulnerável e portador de deficiência intelectual, durante carreata de campanha, no município de Maraã, na região do Alto Solimões, interior do Amazonas.
A informação repercutiu no Jornal O GLOBO. O fotógrafo Joel Reis da Silva registrou o ocorrido junto ao MPF e solicitou ao órgão “proteção de sua vida”. Segundo o tabloide, Joel acusou o senador de ter parado o carro, no qual se encontrava, e ter lhe dado uma gravata no pescoço, indagando “a mando de quem” estaria tirando as fotos. O fotógrafo diz ainda que Eduardo Braga tentou lhe tomar a máquina fotográfica e que, em seguida, foi cercado por auxiliares do senador e pelo deputado federal Sabino Castelo Branco.
Como Ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga por pouco não foi às vias de fato com o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO), durante a audiência pública da Comissão Mista sobre Mudanças Climáticas, em 2015. Aos gritos de “safado” e “bandido” de um para o outro, o senador de Goiás afirmou que Braga usava o ministério para fazer negociatas e chamou o então ministro para “resolver a questão” fora do plenário do Senado.
Fonte: Revista Cenarium / Ampost
Imagem: AmPost






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