OLHA O PAPO DO PT-AM: Partido quer tirar uma Mulher, Professora e Pedagoga do Senado para colocar o companheiro que nem conseguiu concluir a faculdade na UFAM e se diz Agrônomo

A vitória de Omar Aziz nas urnas deixou como herança direta uma vaga cobiçada de titular no Senado Federal. Pela regra eleitoral, a cadeira pertence por direito à primeira suplente da chapa: Cheila Moreira, uma mulher, pedagoga e professora do interior do Amazonas com três mandatos de vereadora em Itacoatiara. No entanto, o que deveria ser um marco de representatividade feminina e valorização da educação virou alvo de uma ostensiva engenharia de bastidores promovida pela própria cúpula do Partido dos Trabalhadores.

Segundo informações que circulavam em portais e jornais locais do estado, lideranças petistas articulam junto a Omar Aziz a nomeação de Cheila para uma secretaria no futuro Governo do Estado. A manobra tem endereço certo: ao aceitar o cargo no Executivo local, Cheila é forçada a se licenciar do Senado, abrindo espaço para a posse do segundo suplente, o ex-senador João Pedro Gonçalves da Costa.

A ilusão do diploma e as “rodas de conversa baré”

A troca escancara um contraste gritante entre os dois nomes da chapa. De um lado, a professora diplomada Cheila Moreira. Do outro, João Pedro, figura tradicional do PT amazonense que, apesar de se apresentar publicamente com a alcunha de agrônomo — apelido que ostenta há décadas nas tradicionais rodas de conversa baré —, não possui diploma universitário.

Ele chegou a ingressar no curso de Agronomia na Universidade Federal do Amazonas (UFAM) na década de 1970, mas abandonou as salas de aula para se dedicar à militância política e ao movimento estudantil, deixando a graduação incompleta, conforme constam nos registros oficiais da própria biblioteca do Senado Federal.

O pragmatismo e o “apadrinhamento” partidário

A articulação expõe o peso da camaradagem e do caciquismo partidário na política local. Para acomodar um “companheiro” histórico da velha guarda e garantir o trânsito de velhos conhecidos nos corredores de Brasília, o PT do Amazonas não hesita em rifar uma mulher com formação na área da educação para entregar a vaga no Congresso a quem nunca concluiu o ensino superior.

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