Moradores de Maués denunciam a falta de medicamentos e materiais básicos na rede pública de saúde administrada pela prefeita Macelly Veras. Segundo os relatos encaminhados por mensagens, faltam itens como seringa de 1 ml, esparadrapo, sondas e fitas para medir a glicemia, além de soluções usadas no atendimento aos pacientes.

As denúncias da população apontam dificuldades na reposição dos produtos. Uma das mensagens apresenta uma lista de materiais acompanhada do aviso: “Não foi abastecido”. Outro trecho informa que os itens também não estariam disponíveis no setor identificado como CAF, de onde se aguardava o abastecimento.
A falta de remédios também preocupa os moradores. Um dos relatos cita a ausência de losartana e afirma que há poucos medicamentos disponíveis. A pessoa que encaminhou a informação pediu para não ter o nome divulgado.
“Todos os postos estão sem”, diz outra mensagem. O relato não identifica as unidades nem esclarece se a falta generalizada seria de losartana ou de outros medicamentos.
Sem uma data certa para a chegada dos produtos, as mensagens indicam que a reposição poderia ficar para a semana seguinte. Outro trecho atribui o atraso na liberação de uma mercadoria às eleições, mas não apresenta documentos que comprovem essa justificativa.
As denúncias cobram uma resposta da gestão Macelly Veras: quais medicamentos e materiais estão faltando, quais unidades foram atingidas e quando a população terá o abastecimento regularizado?
Macelly prometeu que não faltaria remédio – As reclamações da população contrastam com uma promessa pública da prefeita. Durante a entrega da reforma da UBS Dr. Jorge de Almeida Brito, em março de 2026, Macelly Veras garantiu: “Os pacientes nunca vão encontrar farmácias vazias ou com improvisos”. Na ocasião, a prefeita apresentou o abastecimento das unidades como um compromisso de sua gestão.
Já em 19 de outubro, a Secretaria Municipal de Saúde informou que o hospital estava abastecido e preparado para atender pessoas afetadas pela fumaça dos incêndios. A declaração foi feita em outro contexto e não constitui resposta específica às denúncias dos moradores.





