Por Redação / Chumbo Grosso – 21 de julho de 2026: A eventual formalização da aliança entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e a federação União Progressista (União Brasil/PP) não promete chacoalhar apenas a disputa pela Presidência e pelo Governo do Estado. No Amazonas, o reflexo mais pesado dessa engenharia política atinge em cheio a corrida pelas duas vagas ao Senado Federal.
A matemática eleitoral de 2026 permite que cada coligação lance dois nomes na mesma chapa. Com o sinal verde da executiva nacional, a direita amazonense desenha uma dobradinha imbatível em termos de votos e estrutura: Wilson Lima (União Brasil) e Capitão Alberto Neto (PL).
A Complementaridade Perfeita: Maquina x Ideologia
Essa composição resolve de vez o xadrez do campo conservador no estado, unindo as duas maiores forças da direita local em um único palanque:
- Wilson Lima (União): Ex-governador, traz para a chapa o peso do recall administrativo, a força dos prefeitos no interior e o amplo trânsito na máquina pública.
- Capitão Alberto Neto (PL): Deputado federal e nome chancelado pela família Bolsonaro, entra com a musculatura do eleitorado da capital, o discurso firme da segurança pública e a militância da direita conservadora.
Ao juntar o interior com a capital, a chapa cria uma verdadeira “barreira de contenção” para forçar o eleitor de centro-direita a votar casadinho nos dois nomes.
O Pesadelo de Lula, Braga e Omar no Amazonas
Se confirmada a aliança, a “Superchapa” de Flávio deixa a base governista federal no Amazonas em sinal de alerta máximo. A esquerda e seus aliados — que contam com o cacife de Eduardo Braga (MDB) e a articulação do senador Omar Aziz (PSD) — terão que suar frio para conseguir furar o bloqueio montado pelo PL e União Brasil.
Sem a divisão na direita, a oposição ao Governo Federal no Amazonas unifica tempo de TV, fundos partidários e militância de rua. O recado do bloco de Flávio Bolsonaro é claro: a metas para 2026 é não dar margem para o PT e seus aliados conquistarem espaço em Brasília. O xadrez tá armado!
Texto: Ronaldo Aleixo.





