Três meses de salários e 13º de 2023 atrasados, deixa trabalhadores das cozinhas industriais à mingua no Amazonas

Valdemi Santos vai chamar trabalhadores para protestar em frente a SRT-AM.

Se a vida dos filiados ao Sindicato dos Trabalhadores em Cozinha Industrial do Amazonas (Sinterc-AM) estava ruim, antes do Natal e Ano Novo, agora ficou pior, depois que o presidente Valdemi Santos descobriu que existe um forte interesse dos donos das empresas Nutribene, Nutrik e AC Gestão Empresarial em não pagar três meses de salários e o 13º salário atrasados, relativo ao ano de 2023.

Valdemir disse que de nada valeu as mesas de negociação com os patrões, nem as denúncias no Ministério do Trabalho e Emprego, muito menos as várias denúncias na imprensa local. Parece que existe “um padrinho dos patrões”, que protege eles a não cumprir a Lei do Trabalho e obrigações sociais e salariais com os trabalhadores.

As empresas terceirizadas Nutribene, Nutrik são as responsáveis pela contratação de trabalhadores para as cozinhas industriais do Hospital Infantil Joãozinho e do Adriano Jorge e a AC Gestão Empresarial pelas cozinhas industriais da Fiscalização da Barreira e da Rodoviária Intermunicipal, ambas com contrato com o governo do Estado.

“Antes do final do ano estivemos com alguns veículos de comunicação, em frente ao Hospital Joãozinho, para denunciar o descaso dos patrões com os salários e o 13º dos trabalhadores. Depois disso, eles pagaram um mês, mas continuaram devendo dois e de lá para cá não pagaram mais nada”, comentou Valdemir.

O sindicalista espera solução imediata antes que se completem quatro meses de atrasos dos salários e do 13º de 2023. “Estamos acionando o nosso setor jurídico. Estamos querendo chegar ao Ministério Público do Trabalho – Federal se for o caso, para que eles paguem os salários dos trabalhadores”, anuncia.

Para o presidente das Cozinhas Industriais do Amazonas, não é possível que estas empresas que tem contratos em hospitais, com o Porto, nas barreiras, na rodoviária e em diversas secretarias de governo, não tenham como pagar os salários dos trabalhadores.

“A diretoria do Sinterc-AM está se programando para ir ao Ministério Público do Trabalho e Emprego, fazer uma manifestação com a presença de toda a imprensa do Amazonas”, anuncia Valdemi, sem comunicar a data.

#sindicato

Fonte: Correio da Amazônia

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