Omar Aziz anuncia redução da fila do SisReg como primeira prioridade de seu governo

O governador eleito do Amazonas, Omar Aziz (PSD), fala com a imprensa após a confirmação do resultado do segundo turno das eleições. Foto: Daniel Brandão/A Crítica.

Eleito governador mais votado do Amazonas, com 1,27 milhão de votos, o senador Omar Aziz (PSD) afirmou que sua prioridade máxima ao assumir o governo do Amazonas é reduzir a fila do SisReg. “Nós temos um problema sério ano que vem, que eu espero agora resolver com o presidente e com o ministro da Saúde, que é a fila do SisReg. Vou sentar com ele pra ver se em janeiro a gente já começa a reduzir drasticamente essa fila que tem mulheres no nosso estado que precisam fazer quimioterapia, radioterapia e estão numa fila de seis, sete meses, vão morrer e não vão conseguir fazer. E no nosso governo isso não vai acontecer”, disse.

O governador eleito afirmou ainda que vai começar a formar sua equipe de transição imediatamente. “Amanhã de manhã eu já começo a ver uma equipe de transição. O Tribunal de Contas dá cinco dias para que a gente possa começar a trabalhar em cima da transição dentro do governo. Eu vou pedir auxílio ao Tribunal de Contas do Estado. Vou pedir alguns auditores, vou colocar algumas pessoas na nossa confiança para que a gente possa montar uma equipe de transição”, afirmou Omar em sua primeira entrevista após eleito.

Omar disse que já tem muitos dados sobre o Estado, pois já vinha se preparando. “Nós já vimos tendo esses dados ao longo desse tempo todo. A gente fez um programa de Estado baseado naquilo que a gente já conhecia. E tudo que tem nesse programa são coisas factíveis”, revelou.

O governador eleito disse que espera que em dois meses possa ter conhecimento de tudo o que precisa para fazer as mudanças e instaurar uma transparência muito grande no governo. “Porque eu vou querer dentro do meu governo uma corregedoria independente, com pessoas que não tenham vínculo com o Estado, não tenham nenhuma amarra com o Estado para que eles possam realmente fiscalizar cada real do dinheiro público do Estado do Amazonas”, prometeu.

Omar Aziz afirmou, entretanto, que ainda não tem nenhum nome em mente para sua equipe de transição, mas sinalizou que pretende trabalhar conjuntamente com o prefeito Renato Júnior, que estava em sua comitiva durante sua visita ao Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), onde concedeu a entrevista.

“Eu quero agradecer ao prefeito Renato e, em nome dele, todos os prefeitos e prefeitas do interior que nos apoiaram. Na história do Amazonas, nenhum governador conseguiu apoio tão unânime, porque a confiança era muito grande na gente, mas quero agradecer também os 1.272.670 votos que eu tive”, disse Omar.

Campanha criminosa

Omar Aziz reclamou do nível da campanha realizada por sua adversária, Maria do Carmo Seffair (PL). “Eu e minha família sofremos muito. Atacaram minha filha, que é de menor idade. Isso não é política, nunca foi. Eu sou político, todo mundo tem o dever de me fiscalizar e me criticar na hora que quiser, mas não minha filha”, disse.

O governador eleito afirmou que a Justiça será feita. “Vai ser feita a justiça. Porque essas pessoas não são políticos, são bárbaros. Eu digo que a minha adversária, a Maria do Carmo, o Jéferson Coronel [coordenador de campanha de Maria do Carmo], Kathleen e mais um outro cidadão são bárbaros e vão pagar por isso. Eu vou até as últimas consequências para que eles paguem pelo crime que cometeram contra a minha família, contra uma criança de menor”.

Omar defendeu que o episódio tem que servir de exemplo. “O meu advogado, a partir de amanhã, vai entrar pedindo a prisão deles todos por descumprir o Estatuto da Criança e do Adolescente, eu quero eles na cadeia e não vou medir esforço para fazer isso, porque bárbaros, criminosos, têm que estar enjaulados e essa pessoa é uma criminosa e não tem esse negócio de que passou a eleição não, tem que servir de exemplo, eu vou governar para todos, mas aos bárbaros eu vou botar na cadeia”, disse.

Déficit do Estado

Sobre a situação financeira do Amazonas e o suposto déficit enfrentado pelas contas do Estado, Omar afirmou que prefere analisar os dados antes de se pronunciar. “Eu primeiro tenho que fazer o levantamento. Eu não posso chegar aqui e ser irresponsável. Eu sei que nós temos déficit altíssimo na saúde, chegando em torno de dois bilhões de reais. E temos déficit em outras áreas”, declarou.

O governador eleito também falou sobre algumas licitações consideradas por ele irregulares no Estado. “Uma outra coisa que eu vou acabar no governo é uma tal de ata de registro que virou uma brincadeira no meu estado. Trazem ata de registro no interior do Acre, do interior de Roraima para fazer negócio aqui no estado. Nós vamos acabar com isso. A CGL, a Comissão Geral de Licitação, vai funcionar com licitações. Esporadicamente, numa urgência, numa emergência, nós vamos poder utilizar de outro tipo de licitação. Mas a prioridade para mim é fazer o projeto, licitar o projeto”, garantiu.

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