MANAUS — Após o término do primeiro turno das eleições no Amazonas, a eleição do candidato a deputado federal Alfredo Nascimento (PL) tem sido acompanhada por forte repercussão nos bastidores da política local. Alfredo garantiu sua vaga na Câmara dos Deputados impulsionado pela expressiva votação de Sargento Salazar, também do Partido Liberal, que ultrapassou a marca de 200 mil votos.
No entanto, a vitória nas urnas deu lugar a cobranças financeiras. Portais de notícias da região procuraram a redação do Chumbo Grosso para denunciar um suposto não pagamento de serviços de publicidade contratados durante a campanha. Segundo as denúncias de empresários do setor de comunicação — que solicitaram anonimato resguardado pelo direito constitucional ao sigilo da fonte —, a indignação é amplificada pelo fato de que a campanha do candidato recebeu repasses superiores a R$ 3 milhões do Fundo Partidário. Diante desse volume de recursos, a expectativa das empresas era de que Alfredo honrasse os compromissos financeiros firmados assim que o pleito fosse concluído.
Desgaste interno no PL Amazonas
Os episódios de cobrança expõem a crise e os atritos internos no diretório estadual do Partido Liberal. Aliados e correligionários relatam divergências graves na condução das alianças políticas.
A candidata ao governo do Estado pelo PL, Maria do Carmo, que avançou para o segundo turno, expressou forte insatisfação ao longo do processo. Segundo interlocutores, a postulante ao governo acabou repetidamente como “voto vencido” em decisões estratégicas devido às imposições da liderança da legenda e à aproximação política de Alfredo Nascimento com o governador Wilson Lima e o deputado Roberto Cidade.
A imprensa e os veículos afetados aguardam posicionamento oficial do deputado federal eleito Alfredo Nascimento para o esclarecimento dos fatos e a regularização dos débitos apontados.



