Pronto: O 24 que está associado ao veado no Jogo do Bicho não será obrigatório na seleção de futebol tá ok

Jogadores do Brasil comemoram gol sobre a Venezuela, pela Copa América Lucas Figueiredo/CBF

A Justiça decidiu não aplicar multa à CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e mandou encerrar o processo que questionava o fato de nenhum jogador da seleção brasileira usar a camisa de nº 24 na disputa da Copa América.

Em decisão proferida na última segunda-feira (05/07), o juiz Ricardo Cyfer, da 10ª Vara Cível do Rio de Janeiro, determinou que “não se verifica incidência de multa” no caso, e determinou o arquivamento dos autos.

O magistrado ainda salientou que “não se admite defesa ou recurso” por parte da requerente no processo.

A decisão diz respeito ao caso que começou na semana passada, quando o “Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBT” entrou com ação contra a CBF para que a entidade justificasse por que nenhum atleta usa o número 24 na seleção.

O juiz Ricardo Cyfer, então, concedeu liminar favorável, determinando que a Confederação respondesse cinco questionamentos feitos pelo “Grupo Arco-Íris” em até 48 horas. Caso não se posicionasse, a entidade desportiva receberia multas diárias de R$ 800.

Após ser notificada oficialmente, a CBF respondeu por meio de seus advogados e afirmou que a decisão de não ter um camisa 24 na Copa América foi “desportiva” e “por mera liberalidade” do meio-campista Douglas Luiz, que usa o uniforme 25, e da comissão técnica

“[…] A comissão técnica sentiu-se confortável em convocar apenas mais um jogador, além dos 23 inicialmente inscritos, e, para esse jogador, em razão de sua posição (meio-campo) e por mera liberalidade, optou-se pelo número 25. Como poderia ter sido 24, 26, 27 ou 28, a depender da posição desportiva do jogador convocado: em regra, numeração mais baixa para os defensores, mediana para volantes e meio campo, e mais alta para os atacantes”, escreveu a Confederação, em trecho de sua resposta.

A CBF ainda afirmou que quem é responsável pela deliberação dos números da equipe é a “comissão técnica da seleção brasileira de futebol”, e que o “responsável pelo departamento é o coordenador Sr. Oswaldo Giroldo Júnior (‘Juninho Paulista’)”.

Além disso, no texto enviado à Justiça, a Confederação cita que fez várias campanhas com motes LGBTQIA+ em suas redes sociais.

Vale lembrar que, no Brasil, o 24 está associado ao veado no Jogo do Bicho, o que faz com que o número tenha conotação homofóbica.

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