Usuário de drogas que matou mãe com 20 facadas é condenado a 16 anos; MP vai recorrer

A decisão foi tomada nesta quarta-feira (12), por júri popular, mas o Ministério Público alegou que a pena ser inferior ao que se pretendia para um crime de natureza gravíssima.

Victor Hugo da Silva, 19 anos, foi condenado a 16 anos de prisão pelo homicídio da própria mãe, Fabiana Maria Amaro da Silva, enfermeira de 39 anos, em agosto do ano passado. Ele a matou com pelo menos 20 facadas, após uma discussão por uso de drogas. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (12), em júri popular, mas o Ministério Público alegou que vai recorrer da sentença. O MP entendeu que a pena é inferior do que se pretendia, já que o crime é de natureza gravíssima.

O assassinato aconteceu em 1º de agosto. No dia do crime, Victor Hugo bebeu durante toda a tarde e, ao chegar em casa, já de madrugada, discutiu com a mãe sobre o vício dele em drogas, momento em que a matou com 20 facadas. Após assassinar a mãe, o criminoso começou a gritar pedindo ajuda para os vizinhos, alegando que a mãe havia “se acidentado”, e ainda tentou simular que a casa teria sido invadida.

Quando os vizinhos foram ver o que havia acontecido, encontraram a vítima no shão. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas Fabiana já estava morta. Ao perceber que não se tratava de um acidente, os paramédicos acionaram a polícia. A faca de serra utilizada no crime foi encontrada na soleira da janela do banheiro, já lavada, mas na parede havia vestígios de sangue.

Sob visível efeito de álcool e drogas, Victor Hugo foi preso e, durante trajeto à delegacia, chutava o veículo e proferia várias palavras de baixo calão contra os policiais militares.

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Durante as investigações, a polícia descobriu que a vítima já havia resgitrado boletim de ocorrência contra o filho e que os desentendimentos eram frequentes, uma vez que a relação dos dois era conflituosa, devido ao vício em drogas de Victor Hugo. Ele havia furtado o celular da vítima, não realizava tarefas da casa e largou o emprego.

Em interrogatório, ele alegou que estava tomando cerveja em frente à sua casa com vizinhos e logo após todos irem dormir, ele foi dar uma volta. Alegou que, ao voltar, viu uma pessoa arrombar a porta e matar sua mãe. A narrativa foi desmentida pelas investigações, que não encontraram nenhum sinal da suposta invasão. Também não foi constatado nenhum sinal de luta e defesa nas mãos da vítima.

O Ministério Público destacou várias qualificatórias para o crime, como utilização de recurso que dificultou a defesa da vítima, motivo fútil, emprego de meio cruel e o fato de a vítima ser mulher (feminicídio). No julgamento, os jurados reconhecerem todas as qualificadoras apresentadas na denúncia do MP, mas a pena, no entendimento do órgão ministerial, deveria ter sido maior.

O Ministério Público vai recorrer da sentença.

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