A deputada estadual Alessandra Campêlo (Podemos), que construiu sua carreira política empunhando a bandeira da defesa da mulher e o combate à violência doméstica, vive um momento de forte desgaste nas redes sociais. O motivo? O que internautas e eleitores chamam de “régua seletiva”.
Embora seja rápida em utilizar seus canais oficiais e a tribuna da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALEAM) para denunciar agressores, a parlamentar tem sido “metralhada” por seguidores que não esquecem o silêncio dela quando o escândalo envolve o próprio círculo.
O “Telhado de Vidro” na Política
A cobrança é direta: por que o rigor nas denúncias não atinge colegas de parlamento ou aliados do seu grupo político? Para muitos, a atuação de Campêlo, que é peça-chave na base aliada e no comando do Podemos Amazonas, esbarra na conveniência partidária.
A Crítica das Redes: Nos comentários de suas publicações, o tom é de cobrança. Internautas questionam a falta de posicionamento firme em casos que envolvem figuras próximas ao governo estadual ou ao seu partido.
Blindagem Partidária: O público aponta que a pauta feminina parece ser usada como “escudo”, mas que, na hora de confrontar os “donos do poder” que caminham ao seu lado, a voz da deputada perde a força.
Pauta Social ou Estratégia Eleitoral?
O grande dilema que hoje paira sobre a imagem de Alessandra Campêlo é a credibilidade. Ao mesmo tempo em que promove canais de ajuda e orienta vítimas, a deputada enfrenta o rótulo de que escolhe quem atacar baseada no mapa eleitoral.
Para uma parlamentar que pretende manter o protagonismo no estado, esse “silêncio estratégico” em relação aos companheiros de legenda pode custar caro nas urnas. O eleitor amazonense, cada vez mais atento e conectado, mostra que não aceita mais a política do “dois pesos e duas medidas”.
O Portal Chumbo Grosso segue acompanhando os desdobramentos e o impacto dessas cobranças na base eleitoral da deputada.
Texto: Cobras da Direita.





