Vídeo: Lindbergh Farias (PT) disse que o vice de Lula acusado de receber R$ 10,3 milhões da Odebrecht foi beneficido pela justiça, veja

Em abril de 2018, Sem foro especial após deixar o cargo de governador de São Paulo, a expectativa era que o inquérito com denúncias de corrupção envolvendo o pré-candidato à presidência Geraldo Alckmin (PSDB) fosse encaminhado à primeira instância da Justiça, ou ainda à seção paulista da Operação Lava Jato. Contudo, a ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Nancy Andrighi, relatora do caso, optou na terça-feira (11) por enviar o processo, que segue em sigilo, ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP).

A ministra endossou pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) no mesmo sentido, solicitando que o processo fosse enviado ao TRE. A justificativa é que o caso delatado por executivos da Odebrecht, que afirmam terem pago R$ 10,3 milhões à campanha de Alckmin, nas campanhas de 2010 e 2014, configurariam crime de caixa 2, e não corrupção, e por isso deve ser julgada pela Justiça Eleitoral de São Paulo.

Para o senador Lindbergh Farias (PT-RJ), trata-se de “um escândalo” e revela o grau de “seletividade” da Justiça que, segundo ele, “trabalha para o lado dos ricos, do PSDB”. “Como era governador, estava no STJ. Deixou de ser governador, o caso vai para a primeira instância. A gente sabe que, no TRE, o governador e os tucanos paulistas têm muito peso, muita força”, afirma o senador, em vídeo nas redes sociais.

Ele destaca ainda que, segundo os delatores, o dinheiro era fruto de desvio em obras do Rodoanel e na Sabesp, portanto, corrupção, e não apenas doação eleitoral não declarada, e que a blindagem da Justiça serve para garantir a viabilidade de sua candidatura. “Agora querem que a gente aceite a prisão de Lula, que nunca foi dono desse tríplex, que nunca dormiu lá, nunca teve a chave. Sinceramente, passaram de todos os limites.”

 

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