Caso Geovana: réus vão a júri popular por morte de babá em Manaus

Divulgação

A Justiça do Amazonas determinou que os réus Camila Barroso da Silva e Antônio Chelton Lopes de Oliveira sejam submetidos a julgamento pelo Tribunal do Júri pela morte e tortura da babá Geovana Costa Martins, de 20 anos. O caso ocorreu em Manaus e gerou forte comoção entre familiares e moradores da capital.

Apesar da decisão de pronúncia que enviou os acusados a júri popular, a data para a realização do julgamento ainda não foi marcada. A mãe da vítima, Márcia Costa, cobra publicamente uma definição do Poder Judiciário sobre o cronograma processual após anos de espera por respostas e justiça.

“Dia 20 de agosto é a pior data para mim. Completou dois anos da morte dela e até agora não tenho respostas da data, de quando será o julgamento final. Todo mundo sabe que foi um crime muito bárbaro, minha filha sofreu muito, é uma dor que não tem como esquecer, é um pedaço de mim”, declarou Márcia. 

Situação dos réus e andamento do processo

Atualmente, os acusados respondem ao processo sob diferentes condições. Camila Barroso obteve autorização judicial para cumprir prisão domiciliar sob a justificativa de ser mãe de uma criança com deficiência. Antônio Chelton segue detido no sistema prisional. De acordo com as informações apuradas, um terceiro suspeito de envolvimento no crime segue foragido.

O corpo de Geovana Costa Martins foi localizado em uma área de mata no bairro Tarumã-Açu, na Zona Oeste de Manaus. Segundo relatos da família e apurações sobre o caso, a vítima passou por agressões físicas e torturas ao longo de dias antes de ser assassinada. Há também a suspeita levantada por familiares de que a jovem estaria sob coação para ser utilizada no transporte de entorpecentes.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor, digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui