PC-AM prende homem por estupro de vulnerável e ameaça a enteada de 14 anos

 Suspeito se passava por líder religioso para ocultar crimes

FOTOS: Beatriz Sampaio e Divulgação/PC-AM

A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio da 35ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Careiro da Várzea (a 25 quilômetros de Manaus), com apoio do Departamento de Polícia do Interior (DPI), atualizou informações, terça-feira (19/05), sobre o cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão contra um indivíduo de 32 anos, investigado por estupro de vulnerável contra a enteada, uma adolescente de 14 anos.

Durante a coletiva, o diretor do DPI, delegado Henrique Brasil, destacou o trabalho desenvolvido pela unidade policial e ressaltou a atuação integrada entre o departamento e as delegacias do interior do estado.

“Neste mês de maio, período em que reforçamos as ações voltadas à proteção de crianças e adolescentes, a delegacia de Careiro da Várzea, sob coordenação do delegado David Jordão, vem desempenhando um trabalho de grande relevância. Somente neste período, mais de cinco prisões relacionadas a crimes dessa natureza já foram realizadas no município”, afirmou o delegado.

Henrique Brasil também falou sobre o trabalho integrado entre as Polícias Civis dos estados do Amazonas, São Paulo e Minas Gerais, fundamental para o avanço das investigações e elucidação do caso. “Trata-se de um indivíduo que se apresentava como dirigente religioso e utilizava essa posição para intimidar as vítimas e dificultar as denúncias. Destacamos ainda a importante colaboração das polícias de São Paulo e Minas Gerais, cuja atuação conjunta foi essencial para o esclarecimento dos fatos e para o cumprimento da prisão”, finalizou o delegado.

 

Investigação

De acordo com o delegado David Jordão, titular DIP de Careiro da Várzea, o caso chegou ao conhecimento da unidade policial após a vítima relatar os abusos a uma familiar, antes de retornar ao estado do Amazonas. Na ocasião, a adolescente residia em São Paulo.

“A vítima relatou a uma tia, de forma bastante emocionada, tudo o que sofreu por parte do padrasto desde os cinco anos de idade. Ela somente conseguiu revelar os fatos após deixar o Amazonas”, explicou o delegado.

A autoridade policial destacou ainda o trabalho desenvolvido pelas equipes de investigação após o recebimento da denúncia.

“Assim que tomamos conhecimento do caso, as diligências foram iniciadas imediatamente. Por determinação do Departamento de Polícia do Interior, cada delegacia conta com equipes preparadas e sensíveis a esse tipo de ocorrência, atuando de forma contínua para elucidar crimes dessa natureza”, afirmou.

Durante o período em que os abusos ocorreram, familiares e testemunhas relataram que a vítima apresentava episódios de sangramento e quadros de depressão, inicialmente atribuídos a problemas de saúde e à ausência do pai biológico. A adolescente também informou que era constantemente ameaçada pelo suspeito para não revelar o crime.

“No decorrer das investigações e em contato com a Polícia Civil de São Paulo, identificamos uma segunda vítima em Minas Gerais. Trata-se de uma jovem de 23 anos, cunhada do investigado”, acrescentou David Jordão.

Após articulação com as polícias civis de São Paulo e Minas Gerais, os relatos foram confirmados e as investigações prosseguiram de forma integrada. Com a coleta de depoimentos e o avanço das apurações, o Ministério Público e o Poder Judiciário decretaram a prisão preventiva do investigado, além de mandados de busca e apreensão em mais de três endereços.

Na sequência, equipes policiais realizaram diligências para localizar o suspeito, que já havia fugido do município. “O investigado deixou Careiro da Várzea, passou pelo município de Autazes e seguiu para Manaus. Com apoio do Departamento de Polícia do Interior, foram realizadas diligências simultâneas que resultaram na localização e prisão do suspeito, na tarde de segunda-feira, no conjunto Boas Novas, zona norte da capital”, detalhou o delegado.

Conforme a autoridade policial, embora o investigado tenha negado os crimes, as provas reunidas durante a investigação apontam para a autoria do crime.

Ainda segundo David Jordão, o homem se apresentava como líder religioso, ministrava cultos e permitia ser chamado de pastor, embora não ocupasse oficialmente a função. De acordo com as apurações, essa condição contribuía para intimidar as vítimas e dificultar as denúncias.

O investigado já responde judicialmente a um processo por aliciamento de uma adolescente, que teria sido convidada por ele para assistir a conteúdos pornográficos.

“As investigações terão continuidade, pois há indícios de que outras vítimas possam procurar a polícia”, concluiu.

O indivíduo foi encaminhado pela equipe da 35ª DIP ao 6º Distrito Integrado de Polícia (DIP), onde permanece custodiado, aguardando audiência de custódia e à disposição da Justiça.

 

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