Prefeitura inicia nova etapa de combate à poluição visual com ordenamento de fios e cabos no Centro

A paisagem urbana do Centro Histórico de Manaus começou a passar por uma nova etapa de requalificação a partir desta quarta-feira, 21/10, com o início dos serviços de ordenamento da rede aérea na avenida 7 de Setembro. A iniciativa da Prefeitura de Manaus, coordenada pelo Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), adota um novo modelo de atuação para combater a poluição visual provocada pelo excesso de fios e cabos de telefonia e internet abandonados ou instalados de forma desordenada nos postes.

A operação prevê a reorganização dos cabos em uso, a retirada dos materiais obsoletos e a destinação adequada dos resíduos de telecomunicações. O trabalho será executado por empresa especializada, a Brasil Limpo, contratada pelo Implurb pelo período de 12 meses, e integra a política municipal de requalificação da paisagem urbana e de melhoria da segurança nas vias públicas.

“É responsabilidade do Implurb cuidar do planejamento urbano e combater a poluição visual. Desde o ano passado, temos realizado ações, sobretudo no Centro, para retirar cabos de telefonia e internet que já não são utilizados e que prejudicam a paisagem urbana de Manaus”, afirmou o diretor-presidente do instituto, Antônio Peixoto.

Segundo Peixoto, a nova etapa atende a uma determinação do prefeito Renato Junior e estabelece uma nova forma de executar a política pública de combate à poluição visual. O objetivo é ampliar a organização da rede aérea, contribuindo para um ambiente urbano mais limpo, seguro e adequado à circulação de pedestres e veículos.

Rede organizada e mais segurança

O serviço será realizado de forma articulada com as operadoras de telecomunicações, de internet e rede lógica, a concessionária de energia elétrica e os setores municipais envolvidos na operação, incluindo trânsito e poda de árvores. A integração entre as equipes busca alinhar os procedimentos, organizar o cronograma dos serviços e facilitar a execução das intervenções nos pontos.

A chefe da Gerência de Engenharia (GEN) do Implurb, engenheira Marciléa Costa, explica que o contrato contempla o realinhamento dos cabos, a retirada dos materiais sem uso e o descarte dos resíduos de telecomunicações, conhecidos como passivo órfão, que são cabos mortos e sem dono.

“A empresa vai reorganizar os feixes de cabos em uma altura segura, facilitando a inspeção e a manutenção pelas operadoras de telecomunicações e pela concessionária de energia elétrica. Também serão identificados os cabos que não estão mais em operação, para que sejam retirados e a rede mantenha apenas aqueles que continuam sendo utilizados”, explicou Marciléa.

Após a retirada, os cabos sem identificação de propriedade serão encaminhados a um depósito e permanecerão armazenados, identificados, por 40 dias. Caso não haja manifestação do responsável nesse período, o material poderá ser descartado conforme os procedimentos previstos.

A reorganização busca reduzir riscos associados à fiação desordenada, como cabos baixos ou soltos sobre as vias, acidentes envolvendo pedestres, motociclistas e veículos, além de situações que podem contribuir para incêndios em postes. A medida também deve facilitar o acesso das equipes técnicas aos equipamentos e à infraestrutura instalada.

Mais de 15 toneladas retiradas em 2025

O trabalho dá continuidade às ações iniciadas em agosto de 2025, quando o Implurb começou a atuar na retirada de cabos obsoletos no centro histórico. Até dezembro do ano passado, a operação havia resultado na remoção de mais de 15 toneladas de fios e cabos sem uso, acumulados ao longo de décadas.

Na primeira fase, as equipes concentraram os trabalhos no miolo central, em trechos de grande circulação entre as avenidas 7 de Setembro, Floriano Peixoto e Eduardo Ribeiro, além de vias no entorno do Teatro Amazonas.

Com o início do novo serviço contratado, o município passa a contar com uma estrutura específica para o ordenamento da rede aérea, incluindo a identificação dos materiais em operação, a retirada dos cabos abandonados e a articulação entre os responsáveis pela infraestrutura.

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