Na maternidade Azilda Marreiro, banho de sol de bebês também é momento de acolhimento às mães, no pós-parto

Solário vira espaço de convivência, troca de experiências e apoio emocional entre as puérperas, durante a internação

Foto: Antonio Lima / Secom

Na Maternidade Azilda da Silva Marreiro, no conjunto Galileia, zona norte de Manaus, o cuidado com mães e recém-nascidos vai além da assistência clínica. Inclui momentos de acolhimento, ações de boa convivência e atividades para o bem-estar durante todo o período de internação.

Entre os serviços que se destacam na unidade da Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) está o solário, um espaço para o banho de sol matinal dos bebês e, também, para ações de acolhimento e convivência. É onde mães de recém-nascidos e de bebês prematuros, que precisam ficar mais tempo internados, encontram um ambiente acolhedor e suporte emocional durante esse momento tão delicado.

Nesse espaço repleto de cuidados, que é o solário, mães com seus bebês e acompanhantes encontram um ambiente mais leve ao longo da permanência hospitalar, favorecendo o bem-estar e o fortalecimento dos vínculos entre a maternidade, a equipe de assistência e os usuários.

Uma das atividades realizadas no solário da maternidade Azilda Marreiro é o “Café com Prosa”, que estimula o diálogo entre as pacientes e cria um espaço para troca de experiências e apoio mútuo. A programação inclui ainda rodas de conversa, palestras e atividades de musicalização, voltadas à escuta ativa e ao suporte emocional das mães.

Mãe de primeira viagem do recém-nascido Vinícius, Yasmin Marcolino, conta que foi bem recebida e acolhida pela equipe da Maternidade Azilda Marreiro, desde a sua admissão, o que a deixou mais tranquila e confiante para o parto. “Mesmo sendo meu primeiro filho, consegui manter a calma e tive todo o suporte necessário”, ressaltou.

Yasmin conta que teve o bebê por parto cesáreo e precisou permanecer na unidade por cinco dias, tempo necessário para recuperação pós-parto e acompanhamento clínico. E as atividades matinais no solário a ajudaram a entender e vivenciar melhor esse momento.

“Recebi orientações importantes durante todo o processo, e isso fez com que tudo ocorresse de forma muito positiva. As atividades no solário também fizeram a diferença nesse período, porque é um espaço onde a gente consegue conversar com outras mães, trocar experiências e se sentir mais à vontade. Tem sido uma experiência muito boa”, relatou.

Para a secretária de Estado de Saúde, Nayara Maksoud, ações como essa reforçam o compromisso das maternidades da rede estadual, com um cuidado mais acolhedor e qualificado. “Nossas maternidades vêm avançando no cuidado que vai além da assistência clínica, com estratégias que valorizam o bem-estar das pacientes, fortalecem o vínculo entre mães e bebês e proporcionam mais segurança e tranquilidade durante a internação”, afirmou.

O banho de sol no solário é recomendado por médico pediatra nas primeiras horas da manhã e por um período de 10 a 15 minutos, no máximo, conforme orientação individual para cada bebê. A medida contribui para os cuidados com a saúde dos recém-nascidos. Também pode ser uma terapia complementar ao tratamento de fototerapia recomendado para bebês que apresentam icterícia (coloração amarelada da pele e dos olhos, resultante do acúmulo de bilirrubina no sangue que pode estar relacionada à disfunção hepática).

Segundo a coordenadora do Núcleo de Educação Permanente em Saúde e Humanização (NEPSHU), Pamela Lira, o banho de sol matinal no solário, juntamente com o “Café com Prosa”, tem sido incorporado à rotina das pacientes e contribui para tornar o período na maternidade mais agradável.

“O ambiente tem refletido diretamente no comportamento das pacientes, que se mostram mais tranquilas e seguras ao longo da permanência. Observamos que, ao participarem das atividades e interagirem com outras mães, elas se sentem mais confiantes, tiram dúvidas com mais facilidade e se envolvem mais nos cuidados com os bebês, o que também impacta na qualidade da assistência”, destacou.

A enfermeira obstetra Ana Hilda Menezes ressalta a importância da orientação nesse contexto. “Esse é um momento em que as mães têm muitas dúvidas, principalmente as que vivenciam a maternidade pela primeira vez. Quando conseguimos oferecer informações em um ambiente acolhedor, facilitamos o entendimento e fortalecemos a confiança, especialmente em relação à amamentação e aos cuidados com o bebê”, pontuou.

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