Após os diversos reveses de Flávio Bolsonaro, inclusive com a própria madrasta, sua vitória sobre Luiz Inácio Lula da Silva é vista como improvável. Contudo, Jair Messias Bolsonaro é a aposta do PL que pode virar as eleições de cabeça para baixo.
Os partidos têm até 15 de agosto para registrar os nomes escolhidos na Justiça Eleitoral. Jair foi condenado pelo STF a 27 anos e 3 meses de prisão em setembro de 2023. A defesa apresentou pedidos de revisão criminal, mas ministros da Corte avaliam as chances de acolhimento. Quem não está feliz com a chance de deixar a disputa é o próprio Flávio.
O processo está sob responsabilidade do ministro Kassio Nunes Marques, indicado por Bolsonaro em 2020. Mesmo que ele decida favoravelmente, um dos ministros certamente ordenará que o mérito precisa ser analisado pelo plenário, o que limita o efeito de uma decisão individual.
Valdemar Costa Neto, presidente do partido, declarou que “muita coisa vai acontecer nos próximos 20 dias”, antes da convenção marcada para 25 de julho. A expectativa é manter Bolsonaro no centro do debate político e mobilizar a base, mesmo que juridicamente as chances sejam baixas.
O PL tenta usar como referência o caso de Lula, que voltou a disputar eleições após anulação de condenações. Contudo, ministros do STF rejeitam essa analogia, destacando que os processos têm naturezas distintas: no caso de Lula houve vícios processuais, enquanto no de Bolsonaro não.
Além da condenação no STF, Bolsonaro acumula duas inelegibilidades julgadas pelo TSE, que não seriam anuladas por uma revisão criminal. Isso torna ainda mais improvável sua participação em eleições futuras. A revisão criminal é vista como uma aposta política do PL para manter Bolsonaro em evidência, mas juridicamente as chances de sucesso não são muito altas.





