A rasteira perfeita: Como Tadeu de Souza foi de herdeiro do trono a “fantasma” na política do AM – Por Ronaldo Aleixo.

Vice-governador Tadeu de Souza esteve presente no evento, mas segue sem confirmação para disputa pelo governo. Foto: Paulo Bindá/A CRÍTICA

A política no Amazonas é mais rápida que voadeira descendo o rio. Quem cochila, vira janta. Que o diga Tadeu de Souza.

Em março, o homem estava rindo à toa. Cravou 13% na pesquisa Direto ao Ponto e já se sentia o dono da cadeira de governador. O plano era lindo: pegar a caneta cheia em abril, mandar no Estado e mandar no jogo.

Só que o tombo veio nos acréscimos do segundo tempo. E foi feio.

O que os bastidores escondem é que o caldo azedou bem antes. Tadeu rachou a cara e brigou com o prefeito David Almeida antes mesmo de qualquer renúncia. Sem o padrinho de Manaus, ele ficou pendurado em uma corda só: a promessa de Wilson Lima.

Confiou cego. E a casa caiu.

Em abril veio o golpe de mestre: Wilson Lima renunciou e levou Tadeu junto no pacote. No papel, aquele textinho bonito de “transição e lealdade”. Na prática? Tadeu entregou o governo de bandeja para Roberto Cidade e ficou sem lenço, sem documento e sem cargo.

Hoje, Tadeu virou o verdadeiro “nada vezes nada”. Sumiu do mapa.

Nas caminhadas de Wilson Lima e do agora poderoso Roberto Cidade, ninguém vê nem a sombra do ex-vice. O homem dos 13% foi jogado para escanteio e esquecido pelo sistema.

No Amazonas é assim: sem Diário Oficial e sem padrinho, o prestígio acaba e os “amigos” somem.

O que sobrou para Tadeu? Sem David, sem Wilson e sem rumo, virou um candidato fantasma. Agora vai ter que mendigar vaga de deputado ou virar assessor de luxo.

Aprendeu a lição mais velha da política: quem confia demais em cobra, acaba morrendo picado.

 

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